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| March 2006 »
Ultra-Som: Momento Especial | 24/02/06
Atendendo a alguns pedidos, vou atualizar vocês sobre a minha jornada trigemelar neste post e passarei a escrever em termos pessoais pelo menos uma vez.
Ontem, entrei na 14ª semana e, hoje, às 18h, farei o ultra para saber o sexo dos bebês. Há duas semanas, já tinha feito o transluscência nucal, e o médico, doutor Vitor Bunduck, da Imeg, tinha chutado o sexo: dois meninos e uma menina. Ele explicou que o indício é um tracinho branco que aparece no ultra-som. Quando o traço é reto, é menina. Quando tem outro tracinho na perpendicular no fim do traço maior, é menino. Mas vamos ver mais tarde.
No entanto, o importante da transluscência nucal é saber se os bebês estão bem e se têm alguma doença como cardíaca ou Síndrome de Down. Este exame deve ser feito na 12º semana por todas as mães – de um, dois, três bebês. O médico mede a distância entre o ossinho da nuca e a pele – assim pode ver a quantidade de líquido acumulado. Quanto maior é a distância (no ultra-som aparece um intervalo escuro), maior é o risco de Síndrome de Down e outras doenças da mesma linha.
A tabela indica que, até cerca de 2,5 milímetros, as chances são menores. A idade da mãe também influencia na estatística. Quanto mais velha, maior as chances. Caso a medida fique acima da média estatística, o médico vê se vale a pena fazer uma Amniocentese, exame que colhe o líquido amniótico de dentro da bolsa onde fica o bebê, com uma agulha e auxilio do ultra-som. Com o material, fará uma análise genética.
O transluscência é um exame, como me disse o doutor Bunduck, estatístico. Ou seja, aponta as probabilidades, mas não é 100% certeza. Segundo o médico, 20% dos casos de Síndrome de Down não aparecem neste exame. Além disto, a medição deve ser feita mais de uma vez pelo médico para checar e rechecar. E o bebê deve ser captado em posição específica alinhando a nuca com o ossinho do nariz.
Em caso de múltiplos, no meu pelo menos, o exame foi feito de forma individual. Cada bebê foi analisado separadamente. Estão todos dentro do padrão. Têm o ossinho do nariz, globos oculares, dois hemisférios, coração com batimento no compasso certo (segundo o médico, o “eletro” deve mostrar letras M de cabeça para baixo), dois bracinhos, duas perninhas e todos os dedinhos.
O Gêmeo 1, como ele denominou, estava tranqüilo e teve 2 milímetros na medida da nuca. Ele estava bem tranqüilo e facilitou o exame – mede 58 milímetros (da cabeça ao bumbum, sem contar as perninhas). O Gêmeo 2, que está provisoriamente como menina, também tinha as mãos unidas no rostinho como se estive rezando ou dormindo. Muito lindinha. Ela teve 1,8 milímetros na nuca e 57 milímetros de comprimento. E o Gêmeo 3, o mais agitado, estava com 1,7 milímetros de nuca e 55 milímetros de comprimento. De todos os bebês, as chances de alguma doença foi 1 em 850, o que é bom.
A minha sensação? Foi um pouco de nervosismo, talvez mais apreensão. Afinal, depois de saber que o Gêmeo 1 estava bem, eu ainda tinha que ver mais dois, o que dá um friozinho na barriga.
Daqui a 4 semanas, farei o exame morfológico, acredito. Normalmente é feito só na 20 ou 22ª semanas, mas, em caso de gravidez gemelar, é um pouco mais cedo. Daí conto para vocês.
Agora, aguardo o ultra ansiosamente para rever meus bebês.
Bjs,
Roberta
Para alegrar o dia: Quadrigêmeos Felizes | 23/02/06
Vídeo com crianças é sempre um sucesso. O último viral que roda pela internet desarma qualquer mau humor. Ele mostra quadrigêmeos acomodados sobre a mamãe, respondendo às gracinhas do papai. As risadas de quatro belezinhas (ou mesmo de só uma) superam o cansaço pelas noites mal dormidas ou toneladas de fraldas trocadas.
O vídeo é do America's Funniest Home Vídeos, programa que passa no ABC, canal norte-americano.
bjs, Helô.
obs do AFC: Sobre quadrigêmeos, eles são cada vez mais raros, já que os médicos especializados em fertilização humana não costumam permitir tantos bebês em uma só barriga. De vez em quando, no entanto, a Natureza fala mais alta.
Fraldas em Atacado | 22/02/06
Descobri uma fonte de fraldas bem interessante, principalmente para quem tem ou terá filhos múltiplos – ou seja, para olharmos só veremos fraldas. A dica é a JNF. Lá encontramos fraldas de todas as marcas, inclusive Pampers e Jonhson´s, em fardos. O tamanho do fardo depende do pacote. Por exemplo, a Pampers tamanho pequeno vem em fardos de 12 pacotes com 11 (R$ 46,68) até 3 pacotes com 60 fraldas (R$ 73,97). Bem mais barato do que comprar em farmácias ou supermercados.
O único problema é que eles não entregam em casa. É preciso ir ao Pari, mas, se a mamãe e o papai se organizarem, irão apenas uma vez por mês. Ah, é importante separar um espaço da casa para o armazenamento de tantas fraldas.
Já me disseram, no entanto, que, antes de comprarmos mil fraldas, é bom testar a marca que se adaptará melhor aos bebezinhos. Sem causar alergias. Mais uma dica: mandar o maridão ao JNF depois que o bebê nascer.
A dica foi dada por duas amigas em momentos diferentes, Thais Rosa e Ana Vial. A primeira não está grávida ou é mãe, mas tem um monte fontes neste estado de graça. A segunda é mãe de Manuela, de 2 anos. No próximo post sobre fraldas, falaremos sobre a polêmica sobre a quantidade média de fraldas gastas por dia. Há quem diga 8 por bebê, outros dizem mais...
A JNF fica à Rua Rio Bonito, 1700, Pari. É uma continuação da Rua Maria Marcolina, do Brás. O telefone é (11)3315-8549.
Bjs,
Roberta
Álbum de Recordações | 21/02/06
Mania nos Estados Unidos há mais de 30 anos, o Scrapbooking chegou de vez ao Brasil. Traduzido ao pé da letra, é um álbum de recortes, mas, na prática, é muito mais do que isso: um misto de álbum de fotos, textos como em um diário e acervo de memórias. Além de conservar as fotos, contar histórias, preservar e reviver momentos por meio delas, a técnica pode ser uma atividade deliciosa para quem gosta de fazer arte com papel.
E as mamães descobriram no Scrapbooking uma ótima maneira de guardar as lembranças de seus bebês e deixar tudo registrado para as futuras gerações. Todos os momentos podem tornar-se inesquecíveis: o chá de bebê, a gravidez, a família, o nascimento, os sorrisos, os choros, os passinhos, o primeiro aninho.
Fotos, canetas, páginas de papel colorido, tesoura, cola, estilete, alguns acessórios (tags, brads, botões, linhas, apliques, fitas...) e muita imaginação, emoção e criatividade. É isso o que você precisa para começar a se tornar uma scraper.
Hoje, já existem diversas lojas especializadas e ateliês de arte que oferecem cursos e uma infinidade de materiais e acessórios. Iniciantes ou experts encontram opções - algumas vezes os materiais são importados, de custo mais alto. Mas uma boa notícia é que muitos fabricantes nacionais já estão produzindo linha de produtos voltados para o scrapbooking, reduzindo os preços e aumentando a variedade. A Toke e Crie e a Grafon's são alguns exemplos.
Quer ir em busca de informações, trocar idéias com outras scrapers e tirar todo tipo de dúvida? A Internet reúne diversos fóruns e sites criados para falar exclusivamente sobre Scrapbooking. É uma fonte de informação e tanto. O Scrapdiary , por exemplo, foi idealizado por uma scraper apaixonada e conhecedora dessa arte e que agora dá dicas para outras igualmente apaixonadas pela técnica. Outra dica é o livro Scrapbooking Baby´s Cherished Moments: 200 Page Designs, que pode ser comprado pelo Submarino.
Para as iniciantes, uma boa dica é fazer uma visitinha à II Brazilian Scrapbooking Show , que reúne os mais diversos fornecedores de materiais e oferece cursos gratuitos. A feira acontece de 21 a 24 de março de 2006, no Centro de Eventos São Luís, Rua Luiz Coelho, 323 (Estação Consolação do Metrô). São Paulo-SP.
O único problema de começar no Scrapbooking é a vontade de comprar todos os materiais que existem e a paixão de não parar mais.
OUTROS FÓRUNS E SITES
Scrapworks - www.scrapworks.com.br
OUTRAS LOJAS E PRODUTOS
Vila do Papel - www.viladopapel.com.br
Pedaços - www.pedacos.com.br
Scrap Sampa - www.scrapsampa.com.br
Casa da Arte - www.casadaarte.com.br
Scrappingmania - www.scrappingmania.com.br
Paperchase - www.paperchase.com.br
um beijo,
Elisa
Uma empreitada a dois | 20/02/06

A chegada de um bebê pode afetar a relação do casal. Não é raro a animação do futuro papai por ter um filho ser substituída por insegurança e, principalmente, ciúmes. Foi o que aconteceu com a estudante de psicologia, Mana Mendonça. “Com o passar do tempo, a relação foi ficando estranha. Ao mesmo tempo em que queria e se cobrava para estar por perto, meu ex-marido não conseguia mais compartilhar a alegria de esperar um bebê”, diz.
Após o nascimento de Tainá, hoje com quatro anos, a relação não melhorou. As reclamações do parceiro foram aumentando e surgiram pequenas provocações. “No dia que voltei do hospital, ainda de resguardo e com a recomendação médica de fazer somente refeições leves, fui recebida com um almoço especial: camarão na moranga. À noite comi uma sopa temperada por ele com curry. Achei que fosse morrer”, conta Mana.
Segundo a terapeuta Lucía Caldeyro, muitos homens ainda se sentem excluídos e se afastam durante a gravidez. “Alguns estudos apontam para o fato de que não existem rituais de passagem para o apoio a paternidade, que é um momento de grande transformação na vida de um homem. Afinal, eles não têm o know how milenar das mulheres”, explica.
A terapeuta lembra que, até pouco tempo atrás, gravidez era tratado como um “assunto de mulheres”. “Além das parteiras de reconhecida experiência, eram a mãe da gestante e outras mulheres da família quem assistiam, cuidavam e apoiavam a mulher durante a gestação, o parto e nos cuidados com o recém-nascido. Só a partir das ultimas décadas, o pai começou a desempenhar essas funções”, explica Lucía.
Para a psicóloga Suely Gevertz, associada à Associação Brasileira de Psicoterapia , a gravidez é uma experiência emocional profunda e os psicólogos estão preparados para apoiar as pessoas nestes momentos. “Podemos ajudar os casais a conhecerem seu mundo psíquico, que entra em ebulição durante a gravidez. As pessoas relembram e, algumas vezes, revivem situações vividas em sua infância. Também pode levar cada pessoa a rever seu bem-estar no mundo e o sentido de estar vivo. É um momento em que se entra em contato com a fragilidade do ser humano e também com a capacidade de cada um de poder cuidar de um ser indefeso”, explica.
Ignorar que a gravidez vai alterar a relação pode ser um erro grave dos casais. “É claro que, após o nascimento de um filho, a relação homem-mulher sofrerá modificações, pois serão acrescidos os papeis de mãe e pai. Mas o casal não deve se esquecer da relação marido–mulher”, adverte Suely.
A boa e velha conversa continua sendo a melhor alternativa para o casal resolver as dificuldades e não transformar pequenas indisposições em grandes crises. Esta saída pode, inclusive, fortalecer a relação. “Um casal sempre deve conversar a respeito das dificuldades que estão sentindo na relação, de maneira honesta e sincera”, aconselha.
A terapeuta Lucía sugere também que as futuras mamães envolvam o parceiro na gravidez e no nascimento de seu filho. “Nas novas gerações, muitos homens acompanham com interesse as mudanças no corpo da mulher e se emocionam com os movimentos do bebê na barriga. Participam com sensibilidade e carinho, transformando a gestação numa empreitada a dois”, diz.
É importante conversar sobre a preparação para o nascimento do bebê, as visitas ao médico e também compartilhar sentimentos que vão surgindo ao longo da gestação e depois do nascimento do bebê.
A receita de participação e companheirismo foi aprovada pelo engenheiro Wagner Bonfim. “Acompanhei bem de perto a gravidez da Valéria. Fui em todas as consultas com o médico e acompanhei o parto. Curtimos bastante o momento, mesmo depois do nascimento. Ser pai e mãe é muito nobre. Vai além do amor que sentimos por outras pessoas”, conta.
As principais dicas dos especialistas coletadas pelo blog A Família Cresceu são:
• O casal deve ir junto ao médico.
• Discutir as dúvidas que serão levadas ao médico, anotar as questões e indicações para tomar juntos as decisões.
• Juntos participarem de visitas à maternidade e cursos ministrados pelas mesmas.
• Compartilhar os livros, revistas e outros veículos especializados em gravidez e parto.
• É importante que o futuro papai tire a licença-prêmio para ficar junto à mulher após o nascimento do bebê.
• Trocar experiências com amigos que já tiveram filhos ou que estejam vivenciando a mesma fase.
• O casal pode participar de cursos preparação para o parto. A participação do pai no parto pode contribuir enormemente com a qualidade deste momento, visto que muitos maridos sabem melhor do que ninguém como acalmar ou fortalecer suas esposas.
Boa gestação para as futuras mamães e futuros papais!
Tatiane
Quartinho do bebê | 17/02/06
Desde o momento que a gravidez é anunciada, parentes e amigos bombardeiam os pais com duas perguntas: vocês já escolheram os nomes? e Como será o quarto do bebê?
Falar sobre nomes é complicado, cada um tem suas preferências. Já o quarto dos pequenos rende conversas de horas a fio, milhares de contas, finais de semana inteiros em lojas de móveis e uma grande indecisão.
São tantas opções que até quem não está grávida tem vontade de comprar. Estou falando isso porque minha mãe foi dia desses numa loja para comprar um edredom para ela e saiu de lá com um tipo de kit berço. Detalhe: eu tenho 23 anos e minha irmã, 21, e ainda não temos filhos.
Procurei duas profissionais especializadas em decoração para entender o que os pais devem saber e esperar quando chegarem nesta etapa. Conversei com a sócia-diretora da loja especializada em artigos para bebês Dip en Dap, Ingrid Folkerts Cincurá, e com a designer de interiores Márcia Pogetti, que me deram dicas muito valiosas.
A Família Cresceu : O que é essencial em um quarto?
Ingrid: O quarto do bebê deve ser arejado, com piso adequado, um ambiente clean que traga conforto e paz para o pequeno. No caso de móveis, é necessário ter 1 berço para cada bebê, 1 poltrona de amamentação, 1 cômoda, 1 armário e 1 cama de babá. Uma mesinha lateral também é bem útil.
Márcia: Antes de qualquer coisa, é importante que as mães saibam exatamente que tipo de ambiente elas querem para os seus bebês. Normalmente, faz-se opção por ambientes que transmitam serenidade, aconchego e equilíbrio.
AFC: O que os pais devem evitar nos quartos?
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Quando a cólica já chegou | 15/02/06
Se, mesmo seguindo todas as recomendações médicas, a mamãe não conseguiu evitar que o filho tenha cólicas, não há motivos para medo, já que a dor fará parte do processo de desenvolvimento da criança. Se o bebê sentir dores, é importante que a mãe mantenha a calma. Foi o que Suzana Bastos descobriu ao tentar amenizar as cólicas da filha Gabriela. “Eu percebia que minha aflição e a de meu marido em tentar descobrir o que ela estava sentindo piorava muito a situação. A Gabriela ficava mais irritada e chorava muito mais. Com o tempo, percebi que era só ficar no quartinho dela, fazer massagens com muita tranqüilidade na barriguinha dela até, gradativamente, ela ficar quietinha e dormir”.
A massagem é, de fato, uma das alternativas mais recomendadas pelos pediatras para o alívio das dores. “Algumas posições favorecem a interrupção das cólicas, como colocar a criança de bruços, com apoio no abdome e eliminação de gases ou fezes”, diz a pediatra Maria Teresinha Ribeiro Lima. “A mãe também pode ajudar fazendo massagens, comprimindo a barriga do bebê contra seu corpo ou deixá-la em uma posição que demonstre um certo alívio”, diz o pediatra homeopata Antonio Carlos Silveira Rezende. “Além disto, bolsas de água quente e panos aquecidos, que provoquem calor no abdômen, também podem trazer mais conforto ao bebê, aliviando as dores”, completa Rezende.
A medicação só é recomendada em último caso, e os remédios mais receitados costumam ser aqueles à base de dimeticona (o Luftal é um dos mais populares), por não provocarem efeitos colaterais.
Na tentativa de aliviar as dores dos filhos, muitas mães recorrem ao uso de chás, o que é uma medida controvertida para muitos pediatras. “O bebê alimentado ao seio não necessita de chás ou de água”, completa a médica Maria Teresinha. A ingestão do chá pode causar um alívio momentâneo, por produzir um movimento uniforme no intestino da criança. Porém, o ideal é que o bebê seja alimentado exclusivamente de leite materno.
Nem tudo é cólica
Depois de passar a gravidez ouvindo diferentes lendas sobre as cólicas, algumas mães, em especial as que têm o primeiro filho, podem achar que qualquer choro é sinal das temidas dores. “Porém, nos primeiros três meses de vida, o choro é uma reação primitiva ao desconforto”, diz a pediatra Maria Teresinha. A reação pode ser causada por fome, calor, frio, barulho, excesso de luminosidade, roupas apertadas, e não apenas pelas cólicas. Uma criança que sente dores, por exemplo, recusará o leite materno, mostrando estar desconfortável.
Portanto, antes de acreditar que o bebê está com cólicas, a mãe deve oferecer o peito, ver se ele está com as fraldas sujas e/ou molhadas e se está com excesso de agasalhos. Por mais que algumas mães pensem que o filho deve ficar imune a qualquer vento frio, as roupas em excesso podem causar um enorme desconforto à criança. “Crianças geralmente têm os pés e mãos frias, e isso não quer dizer que elas estejam com frio”, diz o Rezende. E, por fim, o mais importante é manter a calma, já que a fase de cólicas não dura mais que três meses.
Instituto de Pediatria e Puericultura: (11) 3884-9988
Pediatra Maria Teresinha Ribeiro Lima: (11) 4712-3978
Pediatra Antônio Carlos Silveira Rezende: (11) 4521-3266
Vilma
Cólicas: o terror das mamães? | 15/02/06
Choro intenso, rosto vermelho, pernas e braços flexionados. Sempre que via a filha Gabriela manifestar estes sintomas, a administradora Suzana Bastos, mãe de primeira viagem, se apavorava sem saber como remediar as dores da criança e seguia todo tipo de recomendação. Diagnóstico: cólicas.
“As cólicas são bastante comuns nos primeiros três meses, e é a queixa mais freqüente das mães, principalmente se for o primeiro filho”, diz a pediatra Maria Teresinha Ribeiro Lima. Porém, não há motivos para tanto pavor, de acordo com os pediatras ouvidos pelo blog A Família Cresceu.
A cólica acontece, na grande maioria dos casos, porque o organismo do bebê está aprendendo a receber alimento. “O aparelho digestivo de um bebê nunca recebeu nada até o momento do nascimento. E, quando passa a receber, a criança deve aprender a usar o seu sistema digestivo, fato que causa mais - ou menos - cólica”, diz o pediatra Alberto Wajnsztejn, do
Instituto de Pediatria e Puericultura , de São Paulo.
Outro fator que ocasiona as cólicas são os gases, provocados pela posição do bebê durante a amamentação. “Quando a criança engole ar enquanto se alimenta, poderá ter mais gases que provocarão dores”, diz Wajnsztejn. Por isto é fundamental que, durante as mamadas, o bebê esteja bem acomodado e confortável, sem que o bico do seio escape de sua boca.
A alimentação da mãe também é muito importante para o bem-estar da criança, principalmente enquanto a amamentação for sua única fonte de nutrientes. “O consumo exagerado de leite de vaca e seus derivados aumenta a quantidade de proteína presente no leite materno, o que pode provocar dores”, diz Wajnsztejn.
Para proteger das cólicas o filho Kaíque, de um ano, a relações-públicas Arlete Machado percebeu que deveria mudar seus hábitos alimentares. “Cortei o excesso de açúcar, chocolates, refrigerantes e outras besteirinhas do dia-a-dia”, diz ela. “Percebia que, quando ingeria muitos destes alimentos, as dores de meu filho aumentavam. Foi quando mudei a minha dieta, tanto por consciência como por recomendação médica”. Arlete conta que não foi fácil, mas, ao notar o conforto do filho, nem sentiu mais vontade de comer estes tipos de alimento. “Além disto, consegui voltar rapidamente ao meu peso normal”, diz.
A ingestão freqüente de água é outra dica valiosíssima de pediatras para o bem-estar da mãe e do bebê. “Um copo antes, um durante e um depois de cada mamada é o ideal”, diz o pediatra homeopata Antônio Carlos Silveira Rezende. Mas apenas água. “Algumas mães trocam a água por outro tipo de líquido, como suco de laranja, por exemplo. Se ela beber em grande quantidade, existe a chance de o leite ficar mais ácido e causar um pouco mais de cólicas à criança”, alerta pediatra Alberto Wajnsztejn.
A amamentação freqüente (no intervalo entre duas a três horas) também pode ajudar a evitar as dores mais intensas. Mas é importante lembrar que, durante os primeiros seis meses, a criança não precisa de outros tipos de alimento. Por isso, a adição de diferentes produtos à mamadeira, como farinhas lácteas e suplementos à base de leite de vaca, podem causar ainda mais desconforto ao bebê, já que seu organismo ainda não é capaz de reconhecer estas substâncias.
Amanhã, falaremos mais sobre as cólicas.
Instituto de Pediatria e Puericultura: (11) 3884-9988
Pediatra Maria Teresinha Ribeiro Lima: (11) 4712-3978
Pediatra Antônio Carlos Silveira Rezende: (11) 4521-3266
beijinhos,
Vilma
Prepare-se | 14/02/06
Ter filhos já é uma senhora mudança, gêmeos ou múltiplos então é um desafio bem maior. As disputas começam, literalmente, na barriga da mãe. O vídeo que ilustra esse post foi criado parece para Twins Parents Association, pela Toxic Design Studio(uma produtora da Noruega) e serve como um alerta bem-humorado para o que os pais devem esperar dali para frente.
Semelhante ao vídeo do filho do piloto Michael Schumacher, aquele do bebê pilotando um carro e visto como se fosse em um exame de ultra-som, este vídeo mostra o convívio de gêmeos ainda na barriga da mãe e visto também como um ultra-som.
Engraçado, inocente e verdadeiro. A assinatura do vídeo diz tudo: “Expecting Twins? Be prepared” (esperando gêmeos? Esteja preparado). Eu já estava pensando nas versões brasileiras para esse mesmo comercial, mas, ao invés da trilha sonora ser “Final Countdown”, seria alguma melodia do É o Tchan, um Funk ou alguma música bem esquisita.
Eu, mesmo ainda não tendo filhos, já fiquei inclinado a repassar esse vídeo para os meus amigos. Imagina para quem se identifica com o tema!
Abs,
Daniel
Comendo fora | 13/02/06
Durante a gestação o cuidado com a alimentação deve ser redobrado, isso é fato. Mas como agir socialmente durante este período? Afinal, as grávidas não podem se privar dos almoços de negócios ou fim de semana romântico com o marido.
“Bom senso é a palavra”, diz Magda Britto dos Santos, nutricionista da Promatre Paulista e do Hospital Santa Joana. Segundo a nutricionista, as grávidas podem - e devem - ir a restaurantes de todas as especialidades, desde que comam com moderação e privilegiem um prato balanceado. “Não há problema de ir a uma churrascaria, mas é recomendável que elas comam bastante salada e legumes antes da carne”, exemplifica ela. A profissional lembra que as proteínas provenientes da carne são essenciais para o desenvolvimento do feto.
No caso das futuras mamães vegetarianas, Magda afirma que há a possibilidade de substituição da ingestão dessas proteínas animais pelas de soja. “Mas nesses casos é preciso avaliações médicas periódicas para detecção de insuficiência das proteínas e, caso haja necessidade, a suplementação medicamentosa”, conclui.
Já a coordenadora de nutrição clínica do Hospital Albert Einstein, Ariane N. Severine, afirma que a maioria das gestantes necessita de 300 calorias a mais do que a quantidade comum para uma mulher que não esteja grávida. “Isso, é claro, não significa que todas as grávidas devem sair comendo em demasia. Esse excedente calórico é para mulheres que estejam no peso ideal ao engravidar”, diz. “No caso de gravidez de múltiplos, a média de caloria é, em média, de 200 calorias a mais para cada bebê, além das 300”, completa Ariane.
Para a nutricionista do Einstein, em qualquer situação social, o ideal é comer um pouco antes de sair de casa ou do escritório, o popular “forrar o estômago”. “Em uma cantina é melhor sempre preferir massas sem recheio ou, no máximo, um recheio de ricota. Em uma pizzaria, comer uma porção de pizza marguerita, em vez de pizza com bacon”, dá como exemplo Ariane.
Outras dicas da doutora Ariene Severine, do Einstein, são:
- Evite o couvert, pois é muito calórico e possui excesso de gordura.
- Escolha saladas sem batata e prefira molhos à base de iogurte, aceto balsâmico, shoyo e mostarda. Os molhos à base de maionese, como o rose, são calóricos. Atenção ao azeite, embora seja um gordura de boa qualidade, uma colher de chá possui 45 calorias.
- Evite preparações gratinadas e ao creme.
- Nas sobremesas, faça opção pela fruta.
- Na churrascaria, prefira as carnes magras como baby beef, alcatra, coxão mole, lagarto, lombo sem gordura, frango e peixes. Evite petiscos à base de frituras e nas saladas não escolha em excesso queijos amarelos.
- Na cantina italiana, prefira massas sem recheio ou recheios leves como ricota e verduras (espinafre). Ao escolher o molho, opte pelo de tomate no lugar do branco.
- No restaurante self-service, atenção ao peso do prato. Evite ultrapassar 400 a 500g. Inicie a refeição com as saladas. Escolha somente uma prato principal. Evite frituras e prefira carnes sem gordura aparente e sem pele.
- Na pizzaria, prefira recheios simples sem muitos ingredientes. A boa pedida é uma fatia de pizza de mussarela.
- No escritório, troque as bolachas, chocolates e balas por frutas secas (damasco, banana seca, mix de frutas secas), iogurtes light, barra de cereal, frutas.
- Nas festas, não saia com fome, procure comer uma fruta ou uma barra de cereal ou iogurte light. Em relação aos salgadinhos, se possível, prefira os assados aos fritos.
- Na praia, uma boa opção é a água de coco, as frutas e os picolés de frutas como o de limão e maracujá.
Um beijo, Juliana
Barato e Caro | 09/02/06
No fim de semana passado, visitei algumas lojas com minha cunhada, grávida de 7 meses, e meu irmão. Moradores do Rio, eles vieram me visitar e fazer comprinhas, aproveitando que provavelmente será a última escapada dela antes de ter bebê. Fomos do oito ao oitenta. Primeiro, passamos pela Paola da Vinci, no Shopping Pátio Higienópolis. É a loja mais linda da rede, em uma casa antiga, mas com todas as facilidades para grávidas (elevador, ótimo banheiro, água etc). Os preços são um pouco altos, mas tem certas peças fofas que valem a pena gastar mais um pouquinho – lençol e toalha por exemplo.
Já roupinhas básicas, fraldas de boca, mijão, carrinho, cadeirão, coisas do dia a dia podem ser compradas no Eco Baby que é bem mais barato. Trata-se de um supermercado de artefatos para bebês e suas mães. Vi um super carrinho de gêmeos da Pég-Perego por 900 reais. Tem também da marca MacLaren, cerca de 1200 reais. Quase em frente à Ecobaby tem uma filial da Alô Bebê, o que é bom para comparar preços.
O sábado foi longo. Ainda fomos na chiquérrima Tartine et Chocolat, única loja da marca francesa em todo Brasil, que fica na Haddock Lobo. É cara, bem cara, mas os produtos de princesa e príncipe. Vantagem da Tartine: fica aberta até o fim da tarde no sábado – raridade para as lojas de bebê que ficam em ruas.
Bem em frente à Tartine, na própria Haddock, descobrimos a recém-aberta Place des Mamans (das 10h às 19h durante a semana, e das 10h às 17h, aos sábados), uma loja multimarcas de gestantes e bebês (Madrecita, Baby & Kids, Um a Nove, entre outras). É um achado. As calças jeans são lindas e têm preço acessível, 190 reais em média. As roupinhas de bebês lindas e com preço justo. Lá também tem uma área reservada para compras de atacado para lojas multimarcas de outros Estados. Ah, não estranhem: a Place des Mamans fica na sobreloja da moderníssima Cavalera.
Eco Baby – Avenida Sumaré, 535, Perdizes – T: 3871-2134
Paola da Vinci – Avenida Higienópolis, 674 – T: 3826-3666
Place des Mamans – Rua Haddock Lobo, 1340 – 1º andar – T: 3083-5355
Tartine et Chocolat – Rua Haddock Lobo, 1353 – T: 3064-5146
Encontro de Trigêmeos | 09/02/06
Neste sábado, irei ao II Encontro de Gestantes de Trigêmeos, que será realizado pelo IPGO - Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia, em São Paulo. A iniciativa é do especialista em reprodução humana Arnaldo Cambiaghi, coordenada pela psicóloga Eliane Rovigatti. O objetivo é reunir mães e pais que já tiveram seus trigêmeos com aqueles que ainda estão grávidos, proporcionando assim uma troca de experiências. Além disto, os médicos darão dicas para um pré-Natal saudável e correto.
Para este encontro, as inscrições já estão esgotadas, mas outros serão realizados. Quem se interessar deve enviar email para trigemeos@trigemeos.com.br.
O doutor Cambiaghi desenvolveu o site www.trigemeos.com.br, que, apesar de não ser constantemente atualizado, é um dos poucos que existem sobre o tema.
Roberta
Massagem para Mamãe | 08/02/06
Depois do bebê, hoje é o dia de conversarmos sobre massagens para as futuras mamães. A retenção de líquidos, como todo mundo sabe, pode causar uma série de desconfortos durante a gravidez. A apresentadora Angélica creditou à drenagem linfática não só a boa forma, mas também a sua disposição durante a gestação.
Com aprovação do médico, a maioria das mamães pode recorrer a algumas terapias. “A drenagem linfática é realmente eficaz e auxilia muito durante a gestação por amenizar os incômodos causados durante esta fase”, diz a terapeuta do Kyron Spa, Ana Paula Canova. Assim como qualquer outra massagem e atividade física, a drenagem linfática é recomendada a partir do terceiro mês de gestação, após o período de maior risco de aborto espontâneo. Tem um efeito melhor quando realizada de duas a três vezes por semana. “Durante a gravidez, a massagem não é realizada na barriga, pois é nesta região que o bebê está se desenvolvendo. Além disso, é importante ficar claro que a drenagem nunca deve doer. É uma técnica suave e lenta”, ressalta Ana Paula.
A Reflexologia e o Shiatsu aparecem, também após o terceiro mês de gestação, como boas alternativas para as dores nas costas, o estresse e a ansiedade. “Muitos pacientes que realizam estas técnicas durante a gravidez relatam ter uma gestação mais tranqüila, quando comparada a anteriores, e um parto mais seguro e calmo, pois preparam o corpo e a mente para essas horas tão delicadas”, conta Ana Paula. O terapeuta Flávio Augusto Brás, especialista em terapias orientais do Kyron Spa, adverte que existem pontos abortivos, que relaxam a musculatura do útero”. Por isso, é importante a futura mamãe entregar-se a um profissional especializado e com experiência em grávidas.
Para quem está no início da gestação, um tratamento estético que pode ser realizado desde o primeiro mês é a Hidratação Corporal, que tem como objetivo prevenir estrias. A aplicação de vitamina C para o rosto é outra solução para amenizar as manchinhas causadas por alterações hormonais.
O principal conselho para as futuras mamães é, com aprovação do seu obstreta, procurar profissionais especializados e com experiência com grávidas.
O Kyron SPA fica no Shopping Iguatemi.
O telefone é (11) 3095-3000.
beijo, Tati
Shantala: Massagem do Bem | 07/02/06
Uma das maiores preocupações das mães e pais é saber se os pequenos terão um sono tranqüilo ou se sofrerão muito com as benditas cólicas. Ainda mais mães de gêmeos ou mais. Uma saída para aliviar as dores é a massagem. Mas existe um tipo de massagem especial, que, além de tranqüilizar o bebê e amenizar as cólicas, ainda fortalece os vínculos entre mãe e filho. Estou falando sobre a shantala.
Antes de tudo, quis saber a história desta técnica. Descobri que ela é originária da Índia e foi trazida ao Ocidente na década de 70 pelo médico francês Frederick Leboyer (o mesmo do parto Leboyer). O obstetra passeava pela cidade de Calcutá, na Índia, quando viu uma mulher aplicando a massagem em seu filho. O nome da mulher era Shantala. Leboyer descobriu que aquilo era uma tarefa diária e milenar das mães indianas, que passava de geração em geração. Ele pediu permissão para fotografar os movimentos, levou a técnica para a Europa e escreveu um livro, que disseminou a técnica no Ocidente.
Depois de saber tudo sobre as origens das shantala, fui atrás de profissionais que pudessem esclarecer algumas dúvidas sobre a aplicação da massagem. Procurei diversos especialistas até chegar na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) que mantém no Centro de Assistência e Educação em Enfermagem, o Grupo Terapêutico de Massagem e Estimulação de Bebês. Coordenado pela Prof. Maria das Graças Barreto da Silva, o centro oferece cursos gratuitos que ensinam como os pais podem usar a massagem indiana para fortalecer a relação com os bebês. O programa da oficina é dividido em uma entrevista e cinco aulas teóricas e práticas, com duração de uma hora cada. Mas, por enquanto, as atividades do grupo ainda não recomeçaram.
Muito curiosa sobre o universo desta técnica milenar, conversei com a psicóloga e psicoterapeuta corporal para gestantes, Eliana Pommé, a quem quero agradecer por me atender entre uma consulta e outra. Eliana disse que a shantala trabalha todo o corpo do bebê e estimula a musculatura, ajuda a eliminar a tensão e ampliar a respiração, ativa a circulação e o sistema nervoso central, facilita o funcionamento dos intestinos e a eliminação de gases, além de estimular o sistema imunológico. Segundo a terapeuta, a técnica pode ser aplicada em bebês a partir de um mês de vida e não tem contra–indicações, a não ser que o bebê esteja doente ou com algum problema de pele. Nesses casos, é melhor consultar o pediatra. Mas ela dá um alerta: somente pais que receberam algum tipo de treinamento ou profissionais habilitados podem aplicar a shantala. Caso contrário, podemos até machucar os bebês.
Outro local que consultei foi o GAMA (Grupo de Apoio à Maternidade Ativa), um espaço de apoio para mulheres grávidas e casais que buscam uma maternidade mais natural, como diz a diretora do Grupo, Ana Cristina Duarte. No GAMA, mamães e papais podem encontrar cursos de ioga, preparação e acompanhamento do parto, curso de cuidados com o bebê, atendimento psicológico e, é claro, shantala.
Uma das professoras de shantala é a simpática Cristina Balzano, fisioterapeuta que há 9 anos trabalha com a técnica. Ela conta que o bebê que recebe a massagem se sente mais amado e feliz, além de se desenvolver mais rápido. Uma vez, ela disse que uma mãe de gêmeos a procurou porque um de seus bebês já engatinhava, mas o outro ainda não. Com a aplicação da técnica, o bebê se sentiu mais próximo dos pais e mais confiante para engatinhar e dar seus primeiros passinhos.
Algumas dicas da Cristina:
- A massagem tem que ser feita todos os dias, a partir de um mês de idade, por no máximo meia hora.
- A shantala deve ser aplicada no intervalo entre as mamadas, cerca de uma hora depois do bebê ter sido alimentado (ele não pode estar com fome nem de estômago cheio).
- Após a massagem, antes de colocar o bebê para dormir, é bom dar um banho, que vai ajudá-lo a relaxar ainda mais.
- A pessoa que vai fazer a massagem também precisa se preparar. Deve estar calma e concentrada.
- O bebê não deve estar dormindo e se, durante a massagem, começar a chorar ou quiser dormir, a shantala deve ser interrompida.
O próximo curso do GAMA será no dia 18 de fevereiro, das 9h às 12h, e custa R$ 80 reais por pessoa e R$ 100 o casal.
Para quem quer se aprofundar ainda mais no universo da shantala, a dica de todos os especialistas com quem conversei é o livro Shantala: Uma Arte Tradicional: Massagem para Bebês, da Editora Ground. O autor do livro é o Dr. Leboyer.
Unifesp – tel. (11) 5084-4698
Eliana Pommé – tel. (11) 3813-2261
GAMA - tel. (11) 3727-1735
Cristina Balzano - tel. (11) 7153-5808 / 3813-3461
bjs, Veri

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Mary Poppins Moderna | 06/02/06
Lançado no Brasil no fim do ano passado, o programa Supernanny, do GNT, é bem-feito e dá boas dicas, mas, confesso, que sinto arrepios quando assisto aqueles pestinhas xingando os pais, fazendo malcriações, batendo, enfim, criando o caos. Ainda mais mãe de trigêmeos que serei!!!! Fico imaginando como será e, pior, não temos a super babá Jo Frost. O programa inglês já conquistou telespectadores de todo mundo. Passa na França, EUA, Brasil e outros 45 países. Aqui, está na grade do GNT.
Jo é uma babá nata. Segundo ela mesmo, desde cedo tem uma conexão especial com crianças. Somado a isto, ela acumula 16 anos de experiência como babá e baby sitter. Em cada capítulo, Jo intervem na casa de uma família. Irremediavelmente todos os pais têm problemas em lidar com os pequenos. Pode ser gêmeos histéricos, que brigam, xingam e batem em casa e em público, deixando seus pais também loucos. Ou seja, a casa vira um hospício.
Na primeira parte do programa, Jo observa o comportamento de todos e dá sugestões para os pais de como lidar. Cria limites para todos e, dependendo do caso, locais do castigo, como o “Nauhty Bench” (banco do castigo). Na segunda parte, ela sai e deixa os pais e crianças para seguirem sozinhos as novas regras. Muitas vezes, eles não passam ainda no teste. Então, na terceira parte, Jo volta e aponta os erros. Depois, seja o que Deus quiser.
O programa faz tanto sucesso que a babá já lançou livro “Supernanny: How to get the best from your children”, ainda não está à venda no Brasil, e vive na ponte-aérea Inglaterra-EUA.
Vale a pena assistir, mas não se deixe influenciar. Seus bebês serão crianças tranqüilas. Pelo menos, é o que esperamos.
Supernanny
Canal GNT
Segunda a Sexta, às 21h
Domingos, às 20h
(os programas são repetidos na parte da manhã)
Brechó para Bebês | 03/02/06
Hoje, descobri um brechó de bebê que, com certeza, ajuda muitas mães antes, durante e depois da gestação. Principalmente as de gêmeos, trigêmeos, enfim, muitos filhos, que terão a despesa duplicada, triplicada. Trata-se da Repeteco, que fica no Brooklin, tem tudo o que precisamos e mais um precinho legal. Aberta há três anos, pela simpatíssima Beth, a loja ocupa uma casa de 420 metros, dividida em dois setores: o brechó (fartíssimo) e a ponta-de-estoque de marcas bacanas.
No primeiro andar, fica o brechó. Para começar, não tem nada a ver com aqueles brechós que amontoam roupas e tranqueiras, exigindo do comprador uma exploração digna de Indiana Jones. É um amplo salão, super organizado, limpo, pintado, com cheirinho de loja e pirulito na saída. Lá tem desde carrinhos de bebês (todos importados de marcas como Gracco, Peg-Pérego etc e em bom estado) até roupas para bebês, crianças e gestantes, passando por brinquedos, berços e tudo mais. Claro, como brechó, as peças são únicas e saem com muita rapidez.
No segundo andar, está a ponta-de-estoque. Tem tudo, mas também poucas peças de cada. É o seguinte: as lojas repassam para Repeteco a mercadoria que já saiu de linha ou sobrou no estoque. Em média pode ficar entre 50 a 70% mais barata do que a original. Tem marcas como Baby History, Beth Baby ou Zazou (esta dá exclusividade para Repeteco). Tudo é muito fofo.
Além de tudo isto, a Repeteco tem vendedoras simpáticas. Entendem tanto dos produtos que parecem ser mamães há muito tempo (talvez algumas nem sejam ainda pela idade). E a Beth, a proprietária, que teve a idéia do brechó depois de ter sua filha e pedir demissão em uma multinacional, tem dicas ótimas de médicos à nutricionista. É uma escola para mamães de primeira viagem. Vale a pena ir pelo menos a cada 15 dias para ver as novidades em produtos (chegam cerca de 90 mercadorias por dia) e bater um papinho.
Para mães de gêmeos e mais, certamente é uma economia, mas é preciso ter sorte ou deixar o contato com a vendedora para quando chegar um carrinho duplo ou triplo.
E o melhor: a Repeteco recebe qualquer peça em consignação. A única exigência é que estejam em ótimo estado, funcionando e limpinha.
A Repeteco fica à Rua Ribeiro do Vale, 495, Brooklin (entre a Rua Flórida e a Padre Antonio), tem vagas para estacionar na porta. T: 5531-1012, www.repeteco.com.br
Bíblia das Grávidas | 02/02/06
Sabe aquela listinha de perguntas que a futura mamãe faz antes de ir ao médico no início da gravidez e, mesmo assim, lembra, depois da consulta, de pelo menos outra meia dúzia de dúvidas? Não precisa mais esperar outro mês ou ligar para o médico. Entre a vasta literatura sobre gravidez em geral, existe uma Bíblia: “O que esperar quando se está esperando”, de Heidi Murkoff (Editora Record). Em minha primeira consulta, depois de saber que estava grávida, meu médico me aconselhou a comprá-lo. Para vocês verem como o livro também facilitou a vida deles, médicos.
O livro fala de tudo um pouco. Mês a mês, descreve o desenvolvimento do bebê na barriga da mãe (com ilustração) e da própria gestante. Escreve tudo o que pode e tudo o que não pode fazer nos nove meses de gestação, desde dieta até relações sexuais. Vale a pena ter um exemplar na mesinha de cabeceira. O único ponto fraco é que não fala muito sobre gravidez múltipla. Ah, e as partes de doenças não precisam ser lidas durante a gravidez.
Lançado há 20 anos, o “O que esperar...” já foi traduzido para 30 idiomas e, em pesquisa americana, foi o preferido de 93% das grávidas. Foram vendidos 27 milhões de exemplares no mundo.
O preço sugerido da editora é algo em torno de 68 reais, e ele pode ser encontrado em qualquer livraria.
Comer, Comer | 01/02/06
Comer muito ou comer pouco? Há quem diga comer moderamente. Grávidas, ainda mais de múltiplos, precisam de muitos nutrientes. Não adianta comer um boi, mas também não é suficiente apenas um danoninho. Como chegar na dieta ideal, é uma questão individual. Hoje, depois de ler alguns livros sobre dieta ideal, eu fui à nutricionista (profissional tão obrigatória como o médico para mães de múltiplos). Meu médico mandou, mas dei graças a Deus. A fome é grande, mas eu estava com medo de comer e começar a engordar enlouquecidamente, prejudicando a mim e a criançada. A Dra Mariangela Daquala me deixou mais segura. Como não engordei muito ainda (11 semanas de gravidez e um quilo a mais - passei para 47,6 kg), a dieta ideal é comer de três em três horas proteína e frutas principalmente. Descobri que o Ferro (carne), essencial para nós, só é absorvido se ingerido com Vitamina C (frutas cítricas)!
Outras descobertas:
:: Pelo mesmo motivo do Ferro, nas saladas de agrião e rúcula deve-se colocar molho de limão.
:: Não se deve comer ou beber alimentos quentes no café da manhã - causam náuseas.
:: Macarrão à Bolonhesa é um ótimo prato - tem carbs, carne e tomate.
:: Aspartame não faz mal!!!!!!!!!! A doutora Mariangela, professora da USP, diz que até na carne de boi tem aspartame de forma natural.
É claro que cada uma é de um jeito. Por isto, apesar da Internet e de livros, é sempre bom ir a um nutricionista. A dieta para uma pessoa de 46 kg não é a mesma para uma de 90 kg.
| March 2006 »