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Quando a cólica já chegou | 15/02/06

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Se, mesmo seguindo todas as recomendações médicas, a mamãe não conseguiu evitar que o filho tenha cólicas, não há motivos para medo, já que a dor fará parte do processo de desenvolvimento da criança. Se o bebê sentir dores, é importante que a mãe mantenha a calma. Foi o que Suzana Bastos descobriu ao tentar amenizar as cólicas da filha Gabriela. “Eu percebia que minha aflição e a de meu marido em tentar descobrir o que ela estava sentindo piorava muito a situação. A Gabriela ficava mais irritada e chorava muito mais. Com o tempo, percebi que era só ficar no quartinho dela, fazer massagens com muita tranqüilidade na barriguinha dela até, gradativamente, ela ficar quietinha e dormir”.

A massagem é, de fato, uma das alternativas mais recomendadas pelos pediatras para o alívio das dores. “Algumas posições favorecem a interrupção das cólicas, como colocar a criança de bruços, com apoio no abdome e eliminação de gases ou fezes”, diz a pediatra Maria Teresinha Ribeiro Lima. “A mãe também pode ajudar fazendo massagens, comprimindo a barriga do bebê contra seu corpo ou deixá-la em uma posição que demonstre um certo alívio”, diz o pediatra homeopata Antonio Carlos Silveira Rezende. “Além disto, bolsas de água quente e panos aquecidos, que provoquem calor no abdômen, também podem trazer mais conforto ao bebê, aliviando as dores”, completa Rezende.

A medicação só é recomendada em último caso, e os remédios mais receitados costumam ser aqueles à base de dimeticona (o Luftal é um dos mais populares), por não provocarem efeitos colaterais.

Na tentativa de aliviar as dores dos filhos, muitas mães recorrem ao uso de chás, o que é uma medida controvertida para muitos pediatras. “O bebê alimentado ao seio não necessita de chás ou de água”, completa a médica Maria Teresinha. A ingestão do chá pode causar um alívio momentâneo, por produzir um movimento uniforme no intestino da criança. Porém, o ideal é que o bebê seja alimentado exclusivamente de leite materno.

Nem tudo é cólica

Depois de passar a gravidez ouvindo diferentes lendas sobre as cólicas, algumas mães, em especial as que têm o primeiro filho, podem achar que qualquer choro é sinal das temidas dores. “Porém, nos primeiros três meses de vida, o choro é uma reação primitiva ao desconforto”, diz a pediatra Maria Teresinha. A reação pode ser causada por fome, calor, frio, barulho, excesso de luminosidade, roupas apertadas, e não apenas pelas cólicas. Uma criança que sente dores, por exemplo, recusará o leite materno, mostrando estar desconfortável.

Portanto, antes de acreditar que o bebê está com cólicas, a mãe deve oferecer o peito, ver se ele está com as fraldas sujas e/ou molhadas e se está com excesso de agasalhos. Por mais que algumas mães pensem que o filho deve ficar imune a qualquer vento frio, as roupas em excesso podem causar um enorme desconforto à criança. “Crianças geralmente têm os pés e mãos frias, e isso não quer dizer que elas estejam com frio”, diz o Rezende. E, por fim, o mais importante é manter a calma, já que a fase de cólicas não dura mais que três meses.


Instituto de Pediatria e Puericultura: (11) 3884-9988
Pediatra Maria Teresinha Ribeiro Lima: (11) 4712-3978
Pediatra Antônio Carlos Silveira Rezende: (11) 4521-3266

Vilma



Comentários

Gostei muito da matéria, no entanto, discordo que a mãe deve oferecer o peito toda hora para descobrir se a criança está com fome. Todo bebê, por instinto suga o peito, muitas vezes por segurança e não por fome. Se o bebê mamou, pelo menos 20 min cada peito, nas últimas 3 horas - não é fome, mas sim qualquer outro desconforto como fralda suja, barulho demais, frio ou calor. Tenho um bebê de 09 meses e segui a linha do meu pediatra: alimentar de 3 em 3 horas (tempo sufuciente p/ a mãe também descansar e produzir mais leite). Se a mãe tem este intervalo entre as mamadas produz leite em qtde suficiente para alimentar o bebê.Isso funcionou muito bem comigo e com meu filho.
Patrícia

Roberta, acabei de saber dos seus 3 bebês! Fiquei muito feliz, viu? Estou entrando no quarto mês e este é, sem dúvida, o período mais feliz dos meus 32 anos! bjs e boa sorte!




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