A Familia Cresceu
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Todos os posts publicados em: March 2006.

« February 2006 | April 2006 »

Exclusivo: Coleção Outono Inverno Zazou | 31/03/06

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A Família Cresceu mostra, em primeira mão, a coleção outono/inverno da Zazou Gestante , da estilista Daniela Lobo. As tendências, como o uso de veludo, seda e estilos folk e militar, já foram antecipadas no post Moda Gestante, publicado no último dia 22 de março aqui no blog.

bjs,
Vilma


Parto Normal ou Cesárea? | 30/03/06

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A escolha por parto normal ou cesárea é um dilema que costuma atormentar muitas grávidas ansiosas pela melhor maneira de trazer o filho ao mundo. O tema é polêmico e chega a suscitar grandes discussões, principalmente pelo fato de, no Brasil, muitas mães optarem pela cesariana em detrimento do parto normal. Dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que as taxas de parto por cesáreas praticadas por planos e seguros de saúde no Brasil atingem o índice de 80%. Embora o número de cesarianas praticadas seja menor no Sistema Único de Saúde (27,53%), a quantidade de cirurgias feitas no setor suplementar de saúde é quatro vezes maior que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

De acordo com os médicos ouvidos pelo blog A Família Cresceu, é preciso levar em conta o que será melhor para a saúde da gestante e do bebê. “Esta decisão deve estar nas mãos da paciente”, diz Carolina Carvalho, ginecologista e obstetra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para ela, a paciente, ao longo da gestação, precisa avaliar todos os aspectos que envolverão o momento de dar à luz. Inclusive a famosa dor do parto, um dos principais motivos que levam mães a optarem antecipadamente pela cesárea.

Para o obstetra Luiz Fernando Pereira Leite, supervisor médico do Hospital Santa Joana (www.hmsj.com.br), este receio pode ser amenizado se a gestante tiver um bom acompanhamento durante o pré-natal. “Durante esta fase, ela deve receber muita orientação quanto ao tipo de parto, o que trará mais segurança quando chegar o momento de dar à luz”, diz Pereira Leite. “Além disto, as anestesias utilizadas atualmente diminuem em muito o sofrimento durante o trabalho de parto e, em muitos casos, a mãe pode ficar na suíte ao lado do marido, conversando, até chegar a hora de o bebê nascer”, afirma o obstetra.

“O parto normal é, de fato, mais natural, a criança tende a respirar melhor e a amamentação acontecerá logo após o nascimento”, diz a médica Carolina, da Unifesp. Tolerância e paciência para aguardar o momento ideal do bebê nascer também são muito importantes, já que o trabalho de parto pode durar até mais de 10 horas.
Para o médico e anestesiologista Marcelo Torres, da Maternidade Pro Matre (www.promatre.com.br), o uso da anestesia pode tranqüilizar a mãe e ajudar na hora do parto. “É preciso usar os avanços tecnológicos e os benefícios que ele traz, pois o excesso de dor só prejudica”, diz o médico, que também é professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). A anestesia ideal, segundo o doutor Marcelo, deve manter a consciência e as sensações táteis da mãe, mas sem tirar a força muscular, necessária para que o bebê nasça.

Opção pela cesárea – A primeira recomendação a ser dada pelos médicos deve ser a de um parto natural. Porém, existem alguns fatores que podem levar a gestante a realizar uma cirurgia cesariana, além do medo da dor e da impaciência com o tempo gasto no trabalho de parto. Fatores de risco, como hipertensão, diabetes gestacional, posicionamento do bebê na barriga (sentado ou atravessado) ou gestações gemelares geralmente levam a mãe à sala de cirurgia, ainda que, em alguns casos, seja possível realizar o parto normal. “No caso de gestação bigemelar, se os bebês estiverem na posição ideal, de cabeça para baixo, é possível fazer com que nasçam pelo parto normal”, diz Carolina Carvalho, da Unifesp. “Porém, se um dos bebês estiver sentado ou em outra posição que prejudique, a opção imediata é a cesárea”, esclarece a médica.

O risco para mãe e bebê também pode fazer com que um parto originalmente programado para acontecer naturalmente se torne uma cesárea. “Se houver sinal de sofrimento materno ou fetal, partimos para a cirurgia”, diz o doutor Luiz Fernando Pereira Leite, ele próprio um defensor do parto natural. “Mas, se existir o risco de mortalidade, de diminuir a oxigenação ou outro imprevisto, não podemos correr o risco para seguir crenças”, diz ele.

Porém, para alguns profissionais, o número tão elevado de partos cesarianos deve-se também à opção das mães. “Já estamos em uma segunda ou terceira geração de filhos de cesáreas, e muitas querem fazer a cirurgia, marcar a hora e escolher a data do nascimento do filho”, diz a doutora Carolina Carvalho. Ela avalia que cerca de 80% das clientes atendidas por ela optam pela cesariana. “Sempre explico sobre as vantagens do parto normal, mas com algumas pacientes esta questão é inegociável”, conta ela.

Já entre as pacientes atendidas por Luiz Fernando Pereira Leite, o índice de partos normais chega a 40%, segundo ele. “Nos hospitais, este índice é bem menor”, diz ele. A média maior de partos naturais deve-se ao esclarecimento de diferentes questões ao longo do pré-natal.

Lendas – Apesar de hoje existirem mais fontes de informações do que há algumas décadas, algumas lendas em relação aos dois tipos de parto ainda persistem no imaginário de muitas gestantes. Uma delas é relacionada à falta de prazer sexual após o parto normal. “Hoje, a anestesia do parto provoca um relaxamento muito importante na musculatura”, diz o doutor Pereira Leite. Além de não haver prejuízo à vida da mulher após dar à luz, o parto natural tem recuperação mais rápida – em cerca de uma hora, a mãe já pode cuidar do bebê -, e muitas mulheres saem do hospital caminhando normalmente após o procedimento. Se a mulher receber pontos na região do períneo, eles cairão em uma semana.

As lendas também circundam as cirurgias cesarianas. Um dos temores mais comuns, por exemplo, é relacionado à raquianestesia – mulheres com este tipo de anestesia não poderiam levantar a cabeça, sob o risco de sentirem uma dor intensa e insuportável. O doutor Luiz Fernando Pereira Leite, da Maternidade Santa Joana, tranqüiliza as mulheres em relação a este suposto risco. “Estes casos são raríssimos e já se tornaram mais um mito”, diz ele. O repouso após a cesárea também não precisa ser exagerado. “É uma recuperação mais lenta nas primeiras 48 horas, mas, após este tempo, a mãe pode ficar mais tranqüila”, diz Carolina Carvalho, da Unifesp.

Informação e qualidade de parto – A quantidade de informações recebidas durante a gestação ajudaram em muito a comerciária Ana Vial a ter um parto normal e considerado tranqüilo. Quando deu à luz a uma menina – Manuela – Ana foi a única mulher na clínica onde estava, no Rio de Janeiro, a ter uma criança por meio de parto normal. “Fui considerada a heroína da clínica”, brinca ela, que optou por este tipo de parto desde o início da gravidez, quando o assunto nem chegou a ser tratado abertamente com sua médica. “Senti que, na primeira consulta, ela evitou um pouco este assunto, mas deu a entender que era favorável à cesárea, ao dizer que ela abreviaria o sofrimento durante o parto”, conta Ana. “Mas, como eu estava apenas na quinta semana de gestação, preferi discutir este assunto quando o nascimento de minha filha estivesse mais próximo”, diz ela.

Durante a gravidez, Ana seguiu todas as recomendações médicas e exames prescritos até ser afastada do trabalho, entre o sexto e sétimo mês de gestação, por conta de uma dor ciática diagnosticada erroneamente como princípio de trabalho de parto. “Por via das dúvidas, a empresa me deixou de licença e passei a freqüentar cursos de ioga para grávidas”, lembra ela. Na escola onde tinha as aulas, Ana acompanhou diferentes palestras e reuniões com temas voltados às gestantes e recebeu de um médico um roteiro com dicas para a mulher saber se estava ou não em trabalho de parto. Na 37ª semana de gestação (três semanas antes do prazo considerado ideal para o parto normal), Ana passou a sentir a maior parte dos sintomas descritos neste roteiro, entre eles, a perda do tampão, substância gelatinosa que serve como proteção entre o útero e o canal de parto. Do momento em que sentiu as contrações mais fortes até a hora do parto, foram três horas.

“Soube de muitas dicas importantes por meio dos cursos que fiz durante o período da gravidez”, diz Ana. “Por isto, sou a favor de que as grávidas tenham muitas fontes de conhecimento, com cursinhos rápidos oferecidos por hospitais, orientação médica e tudo o que pode ocorrer durante o trabalho de parto”, diz ela. “Eu não tinha uma busca frenética ao parto normal nem ojeriza à cesariana”, diz Ana. “Mas não consigo entender por que é tão natural para muitas mulheres aceitarem o parto com cesáreas e acharem o parto normal algo tão absurdo”, acredita ela.

Dra Carolina Carvalho - Unifesp/Escola Paulista de Medicina: (11) 5576-4000 / www.unifesp.br

Dr Luiz Fernando Pereira Leite – (11) 5081-2844 / 5573-9987

Dr Marcelo Torres - (11) 3283-5573

abraço,
Vilma


Feira de Bebês | 29/03/06

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Aqui em Sampa, acontece desde ontem a Feira do Bebê e Criança e vai até domingo, dia 2. A dica foi da nossa leitora Danielle, grávida de trigêmeos, que já está na reta final da gravidez. A feira ocorre no Centro de Eventos do São Luís, na Rua Luiz Coelho, 323, uma transversal da Bela Cintra, pertinho da Avenida Paulista e do metrô da Consolação, em Sampa. Tem cerca de 80 expositores e oferece de tudo para gestante, bebês e crianças. O horário é das 12h às 22h (informação dada por telefone), e a entrada é franca.

Vale visitar para checar os preços. Ainda mais grávidas de múltiplos.

Feira do Bebê e Criança - Rua Luís Coelho, 323 - T.: 5084-6199

bjs,
Roberta

obs: haverá a feira em Brasília (deve ser na semana que vem), Curitiba e Rio de Janeiro. No site, tem tudo. Em SP, a próxima será no final de agosto.

obs1: obrigada pela dica, Danielle, e boa sorte neste finalzinho.


, Individualidade de cada filho | 28/03/06

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Se já é difícil dividir as atenções entre os filhos de idades próximas, imagine fazer isso – e ainda respeitar a identidade e a personalidade – de filhos gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos? Na maioria das vezes, as mães padronizam comportamentos por ser mais fácil, mas isso nem sempre é a melhor maneira de se educar as crianças.

Andrea Rapchan, mãe de Armando, Eduardo e Fernando, ambos de três anos, sabe muito bem disso. “Quando eles ainda eram bebês, nós comprávamos brinquedos diferentes para as crianças, sempre respeitando a personalidade de cada um”, afirma a cirurgiã dentista. “Mas depois eles começaram a brigar por um único brinquedo e resolvemos sempre comprar um único modelo, apenas com diferenças na cor”, conclui ela.

Para a psicóloga Suzy Camacho, respeitar a individualidade de criança é fundamental na educação dos filhos, principalmente de gêmeos. “Os pais devem respeitar as particularidades de cada um e não fazer o que é mais cômodo. Mesmo que uma criança brigue pelo brinquedo do outro, fato que é normal, pois até os três anos os bebês acham que os objetos são partes deles mesmos. Isso é positivo, pois ensina a lidar com a frustração desde cedo”, diz a autora do livro Guia Prático dos Pais, da Editora Green Forest.

As roupas das crianças é outro ponto que merece atenção. “Justamente por cada bebê ter uma personalidade, é recomendado que eles se vistam diferentemente uns dos outros. Isso, no entanto, não significa que a roupa de um não possa ser usada pelo irmão. Pelo contrário, essa troca estimula a fraternidade”, afirma Suzy. A psicóloga ainda lembra que as mães devem cortar os cabelos das crianças de forma diferente, principalmente em irmãos univitelinos.

Já para psicóloga Myriam Ortolan, as diferentes belezas das crianças merecem a atenção especial dos pais. “É natural que um filho seja mais bonito do que o outro, ou mais simpático, ou mais inteligente. Porém, essa diferença só será um problema se a mãe enxergar isso de maneira conflituosa”, diz Myriam.

Andrea, a mãe dos trigêmeos Armando, Eduardo e Fernando, sabe bem disso. “Em casa, dois deles têm olhos claros e um é moreno. Falamos que dois puxaram a mãe, e o outro ao pai. Eles entendem isso e não sentem diferença quando as pessoas elogiam os olhos de um ou outro. Em coro, eles explicam a semelhança com os pais”, conta Andrea.

Para a psicóloga Myriam, Andrea está no caminho certo. “O papel dos pais não é proteger os filhos a todo custo e sim ajudar as crianças buscarem recursos verdadeiros e plausíveis para se desenvolver”, explica ela.

Dra. Suzy Camacho – Tel.: (11) 6959-1907

Dra. Myriam Ortolan – Tel: (11) 3062-6039


, , Amamentação | 27/03/06

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A amamentação é outra etapa muito importante para a vida dos pequenos e das mamães e como envolve uma série de mitos, cuidados e medos, o melhor a fazer é se informar e se preparar desde o início da gravidez.

Todos sabem que amamentação é fundamental, mas, antes de embarcar nessa jornada, vamos definir os conceitos.

Primeiro, amamentação e aleitamento são coisas diferentes. Segundo o Dr. Marcus Renato de Carvalho, professor de Pediatra da UFRJ e Especialista em Amamentação pelo International Board Certified Lactation Consultant, amamentação é o ato da nutriz (mãe) dar o peito e o lactente (bebê) mamar diretamente. Já aleitamento materno são todas as formas do lactente receber leite humano ou materno, e o movimento social para a promoção, proteção e apoio a esta cultura.

Ainda de acordo com o especialista, que gosta de se definir como “pai da Clara e da Sophie”, gestação, parto e amamentação são as fases mais importantes de vida de uma mulher, mas nem sempre são vividas de modo correto. “Apesar do conhecimento incontestável do valor do leite humano e dos benefícios do aleitamento para a mulher que amamenta, o desmame precoce é ainda bastante comum, mesmo aquelas com acesso à informação. Uma das inúmeras causas é que muita gente pensa que a amamentação é instintiva, inata. Na verdade, o aleitamento é uma habilidade que precisa ser resgatada e uma prática que precisa ser apoiada”, diz Dr. Marcus.

Na verdade, apesar de todos os programas de incentivo e conscientização da importância deste ato, segundo um relatório divulgado em 2005 pelo UNICEF, a taxa mundial de aleitamento exclusivo (sem complementação) em crianças com até quatro meses de vida é de 35%. No Brasil, os bebês são amamentados exclusivamente com leite materno, em média, por 23 dias.

As hipóteses para taxas tão baixas são muitas: a falta de informação ainda é uma delas, pois muitas mães acreditam que leites artificiais podem substituir totalmente o materno. Outro problema comum é o fato da mãe ter que voltar a trabalhar quando a criança tem por volta de quatro meses de vida, o que interrompe a amamentação.

Mas o que muitas mães ainda não sabem é que estão protegidas pela lei nesse período, mesmo quando retornam da licença-maternidade. De acordo com o artigo 396 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) “...para amamentar o próprio filho, até que este complete seis meses de idade, a mulher terá direito, durante a jornada de trabalho, a dois descansos especiais, de meia hora cada um. Quando exigir a saúde do filho, o período de seis meses poderá ser dilatado a critério da autoridade competente”.

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Carreira X Filhos | 24/03/06

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Na semana passada, iniciamos uma discussão sobre licença-maternidade. O assunto é polêmico, principalmente se levarmos em conta que cada mulher encara a maternidade e a carreira de forma diferente e única. Mãe de três filhos, a senadora Patrícia Gomes propõe a ampliação da licença-maternidade para seis meses, pois entende que a proximidade entre mãe e filho nesse período é importante para o aleitamentoe para desenvolvimento mental e emocional da criança. Para isso, conta, inclusive, com o apoio da Sociedade Brasileira de Pediatria .

A jornalista Simone Pompeo, mãe de Pedro, hoje com três anos, concorda com a proposta. “Se eu tivesse tido seis meses de licença-maternidade, teria sido mais tranqüilo. Pode parecer um exagero para quem se afasta do emprego, porém para um bebê dois meses fazem muita diferença no seu desenvolvimento”, diz. Além de não ser fácil deixar o recém-nascido em casa para retomar o ritmo de trabalho, a volta pressupõe uma série de preparativos e rotinas para a mulher. “De uma hora para outra ter que romper uma relação tão intensa é muito complicado. Tem, ainda, a questão da amamentação e da babá”, conta a veterinária Anee Valéria Stachissini.

Mãe de Marília, hoje com um ano, Anee Valéria passou cinco meses tirando leite no trabalho e teve que contar com apoio familiar quando sua babá abandonou o emprego sem aviso prévio. Simone visitou creches e comandou um batalhão de entrevistas até ter certeza de que o filho Pedro estaria em boas mãos durante a sua ausência. “Só consegui optar entre creche e babá depois que visitei algumas escolinhas. Fiz contato com três agências de empregadas e contratei a babá depois de umas 12 entrevistas com pessoas diferentes. No final dos quatro meses e meio, eu e o Pedro estávamos nos dando bem com a babá. Como confiava nela, pude voltar ao trabalho tranqüila”, diz.

Para a advogada Gabriela Asprino, o prazo de licença já existente é suficiente. A mãe de Beatriz, hoje com dois anos, permaneceu somente 14 dias afastada do trabalho. Prestes a dar a luz ao seu segundo filho, ela não pretende agir de forma diferente agora. “Acredito ser um despautério este aumento no tempo da licença-maternidade. Primeiro, porque a Previdência não tem condições de arcar com mais dois meses deste benefício; depois, por não ser necessário”, diz Gabriela. Para voltar ao trabalho quase em tempo recorde, ela fez somente ajustes na sua rotina de trabalho. “Eu achei ótimo trabalhar em regime flexível, pois, como profissional autônoma, pude continuar a par dos assuntos do escritório e também amamentar minha filha até os cinco meses”, conta. Gabriela lembra que “já existe uma grande discriminação em virtude desta benesse dada à mulher. Este projeto de lei somente irá aumentá-la”.

Em onze anos de atuação, a Fesa Global Recruters, empresa de executive search, nunca enfrentou problemas pra recomendar uma mulher para posições de alta gestão por causa desse fator. Para as executivas, entretanto, pode ser mais difícil desligar-se do trabalho. “Quando você tem responsabilidade direta no resultado de um negócio, pesa mais a decisão de passar mais tempo longe do escritório. Seis meses seria o ideal, mas pode ser incompatível para o negócio”, diz a consultoria, vice-presidente e sócia da Fesa, Aline Zimermann. Embora seja uma boa alternativa, o regime flexível de trabalho ainda não é uma realidade. “Esta ainda não é uma prática comum no mercado corporativo. Em algumas empresas, as áreas de Recursos Humanos já estudam essa possibilidade. Estamos ainda na fase embrionária”, avisa Aline.

Para a jornalista Simone, a resistência em relação à licença ampliada “deve-se ao medo de ser substituída, deixada de lado em projetos importantes, de atrasar a carreira”. A jornalista Rosa Vanzella explica que “esse medo bate mais forte durante a primeira gravidez”. Ela superou o problema tendo uma conversa franca com o chefe. “Pai de dois filhos, ele me disse, com todas as letras, que o momento era meu com a minha filha. Meu lugar estaria lá, quando eu voltasse. Sai muito mais tranqüila”, conta. Ela reforça que este é um direito da mulher, e a legislação existe para protegê-la.

Durante a licença-maternidade, a tecnologia é uma aliada da mulher, permitindo que ela se mantenha atualizada sobre o negócio. “A mulher executiva não se desliga totalmente do trabalho. Mas é possível manter-se atualizada do que acontece, sem prejudicar o bebê”, diz a consultoria da Fesa, Aline Zimermann. Para Rosa, que também manteve contato com o chefe e com colegas de trabalho, o melhor conselho pra a futura mamãe é mudar o raciocínio. “Desligue da neurose, faça uma pausa e aproveite esse momento com o seu filho”, diz a jornalista.

As principais dicas são:

- Se preciso, tenha uma conversa franca com o seu chefe.
- Programe a sua saída. Quando bem-feito, não há prejuízo nem para o bebê nem para o negócio.
- Capacite a sua equipe e deixe o time preparado para suportar a sua ausência.
- Planeje a sua volta – como será a sua rotina e a do bebê durante a sua ausência.

O blog A Família Cresceu trará na próxima matéria sobre licença-maternidade todos os direitos previstos pela lei para as gestantes. Fique ligada!

Bjo,
Tatiane


, Aurora ou Asia? | 23/03/06

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No jornal O Estado de S. Paulo de hoje (23/03/2006), página B17, há uma matéria sobre uma prática que vem ocorrendo em alguns países, principalmente nos EUA: a venda da gravidez como reality show. A jornalista Natalia Martín, da agência de notícia EFE, relata o caso da jovem Asia Francis, de 21 anos, que vendeu o parto de sua bebê por US$ 1 mil, em cota única, para a Global.com, empresa americana que abriga páginas de Internet. O parto de Asia estará disponível na web daqui a alguns dias. No cenário da sala de parto, a logo da Global estava por toda parte, conta a jornalista. Antes disto, ela havia “alugado” a barriga para colocar a logomarca do Golden Palace Casino.

Bom, polêmica à parte – na reportagem, outra mãe, Aurora Collantes, condena a prática e considera uma espécie de prostituição da gravidez -, a matéria me fez pensar um pouco na mudança de comportamento e, principalmente, da comunicação em que a sociedade passa hoje. E coloquei em suspenso qualquer julgamento sobre o ato, por que cheguei à conclusão que talvez conceitos ou preconceitos de antes não valham mais no novo contexto.

O fato é que vivemos em tempos de Internet onde a individualidade pode ser arremessada na massa em pouquíssimo dias, horas ou segundos. Talvez em breve este tipo de exposição da experiência de cada um seja algo tão comum, como ver a Demi Moore exibindo sua barriga de muitos meses na capa de uma revista. Ou seja, não causará absolutamente qualquer espanto ou condenção, como levantou Aurora, na reportagem da EFE. Talvez, Asia seja a mãe do século XXI, e Aurora do século XX (os nomes delas já as remetem cada uma a seu século, não).

Na verdade, o processo de exibição é uma realidade. Desde que colocamos o A Família Cresceu no ar, pelo menos três conhecidas minhas, grávidas, me mandaram o endereço de seus blogs-diários. Mesmo o nosso A Família Cresceu, é um canal onde exponho minha experiência – mesclando com posts-reportagens. A quantidade de blogs pessoais sobre os mais diversos temas já é enorme, na casa dos milhares.

Este ato do desvendar que a Internet propicia é mais uma opção para nossa sociedade, seja para trocar experiências, seja para ganhar dinheiro. É claro que a exposição deve ser sempre de forma consentida.

E então, você é Aurora ou Asia?

Um beijo,

Roberta


A Barriga Cresceu | 23/03/06

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Hoje, entramos na 18ª semana de gestação e percebo que, a partir de agora, tudo mudará bastante. A barriga não pára de crescer. Os três bebês lutam contra músculos, dermes e órgãos de meu organismo para conquistarem espaço na minha originalmente pequena barriga. Aquelas mexidinhas, que pareciam asas de borboleta dentro da barriga, passaram a ser cabecinhas, bracinhos e bumbuns de bebês brigando por seu lugar no ventre. O que acontece comigo no meio disto tudo? No fim do dia, parece que corri uma maratona, fiz mil abdominais e levantei os mais pesados pesos na musculação, principalmente para as pernas (outra metáfora menos politicamente correta seria “um caminhão passou por cima de mim”).

Não posso ficar muito sentada por que eles ficam mais apertados e, na hora de levantar, começam a protestar com a mãe deles, euzinha, por ter ficado tanto tempo na mesma posição. Tenho que dar uma volta, deitar no pufe, voltar a sentar, fazer xixi, trabalhar e chegar em casa e dormir. As costas começam a doer também, na região da lombar. Muito cansaço, e a barriga grande e dura como pedra. Ou como bebês com pouco espaço.

Quando falei com o Dr Artur, ontem no fim do dia, ele já mandou eu diminuir o ritmo. Quero ver como estarei perto da 30ª semana...

Vejam, não levem isto como uma reclamação. Cada dorzinha que sinto quase choro, mas o choro é recolhido pelo pensamento imediato de que se trata de meus filhinhos que já amo e, pode parecer piegas, já conheço bem em tão pouco tempo. Morro de medo que qualquer descuido meu possa prejudicar de alguma forma meus bebês. Por isto, vou correndo, ops, calmamente diminuir o meu ritmo. Eles são a prioridade.

Um beijo,
Roberta

Obs: não medi a barriga ainda, vou deixar a tarefa para o Dr Artur na próxima consulta.


, Moda Gestante | 22/03/06

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Com o passar da gravidez, o crescimento da barriga faz com que muitas digam adeus às calças preferidas, à blusinha de caimento que já foi perfeito e ao casaquinho que é curinga em diferentes ocasiões. Porém, hoje as gestantes podem contar com opções modernas e atuais em substituição à surrada calça fuseau e às camisas largas que parecem engordar muitos números. A procura por roupas bonitas que se adaptem ao corpo da grávida impulsionou o surgimento de lojas especializadas em moda para gestante, com coleções especiais, personalizadas e ajustáveis para todo o período da gestação.

Foi o caso da Zazou, da estilista Daniela Lobo. Durante a gravidez do primeiro filho, que hoje tem cinco anos, ela tentou usar números maiores até peregrinar por diferentes lojas à procura de roupas como as que ela usava antes da gestação. “As grávidas que eram consumidoras de moda ficavam órfãs de roupas modernas”, diz a estilista. Em 2001, ela criou a própria loja, com sede em São Paulo e representantes em diferentes cidades do Brasil. “Inclusive, a maioria das minhas representantes foram mulheres que tiveram dificuldades em se vestir durante a gravidez e que decidiram montar suas próprias lojas”, conta Daniela Lobo.

Outra que passou por dificuldades durante a gestação do primeiro filho, há cinco anos, foi Maria Renata Pinheiro, na época profissional do mercado financeiro. Encontrar roupas que se adequassem à sua rotina profissional e aos diferentes estágios da gestação foi um desafio que motivou a criação, junto com a sócia Flávia Lemes da Cunha, da loja Maria Barriga (fotos deste post), com sede na Vila Madalena, em São Paulo. “Queríamos fazer algo com a nossa cara para que a grávida tivesse mais opções”, diz ela. A Maria Barriga oferece roupas com ajustes – em especial, calças – que podem ser acionados conforme a barriga aumenta. “Fazemos ainda uma pesquisa de moda atual e adaptamos para a grávida”, diz Renata.

Mais uma opção para quem procura roupas para todas as ocasiões é o Place des Mamans, megastore exclusiva para gestantes e recém-nascidos. O local reúne quatro grifes: Um a nove, Mamazita, Fê Gestante e Empório Baby, o único voltado a recém-nascidos. O espaço foi idealizado por Daniela Nolasco, gerente de marketing da Um a nove, com sede em São Carlos (SP), fundada há quatro anos. A marca, especializada em jeans, oferece peças ajustáveis que podem ser utilizadas inclusive após a gravidez. Porém, por ser uma marca voltada à linha casual, ela não poderia suprir todo o guarda-roupa que uma gestante precisa. “Precisávamos de um espaço múltiplo para todas as ocasiões. A grávida também é executiva, precisa de terninhos, assim como também precisa de vestidos de festa”, diz Daniela.

Peças básicas – A mudança compulsória do guarda-roupa provoca dúvidas em muitas gestantes que têm medo de comprar demais e perder roupas depois do parto. De acordo com as entrevistadas pelo blog A Família Cresceu, este risco existe, mas a aquisição de roupas especiais para esta fase da vida é imprescindível. Algumas peças básicas e versáteis podem ajudar muito àquelas que não têm tempo ou paciência para comprar roupas de diferentes tamanhos a cada semana.

A calça preta, básica para qualquer mulher, também pode ser uma poderosa arma para a grávida. “Tudo depende muito da mulher e do meio em que ela circula”, diz Renata, da Maria Barriga. “Mas esta peça, além de outra calça mais clara e uma jeans já fazem muito pelo guarda-roupa feminino”, diz ela.

Daniela Nolasco, da Place des Mamans, lembra ainda da praticidade dos terninhos, em especial para as executivas. “Com esta peça, ela pode ter mais duas calças avulsas – que podem ser combinadas com o blazer – e três blusas. Também pode optar por uma camisa e uma bata para usar com o blazer”, diz Nolasco. Os vestidos também podem ser grandes aliados para diferentes ocasiões, como festas, lazer ou trabalho.

Outra dica importante para a hora da compra é adquirir um produto que não fique tão apertado, afinal, o corpo sofre mudanças constantes. “Sempre quando vemos uma mãe comprar uma peça que ficará mais justa, aconselhamos uma maior ou um pouco mais larga. A pior coisa para uma gestante é ter uma roupa que incomode ou aperte”, diz Daniela Lobo, da Zazou.

Tendências da estação – Tecidos como veludo e seda estarão em alta na coleção outono/inverno também nas peças oferecidas especialmente às gestantes, sempre inspiradas no que a moda oferece também às que não estão grávidas. “Serão utilizados muitos temas vitorianos, que remetem à época vitoriana da Inglaterra, com roupas mais austeras, golas altas e muito uso de cru e branco”, diz Daniela Lobo, da Zazou. “Existe também a tendência ao glamour, que remete às divas de Hollywood, como Audrey Hepburn e Catherine Deneuve, ícones do cinema americano e que se vestiam muito bem”, completa ela.

Esta sofisticação também é transportada para a linha gestante da Zazou. Outra vertente será o folk, com a ampla utilização de bordados inspirados pelas roupas tradicionais da região da Ucrânia e Rússia, com peças coloridas e bem trabalhadas. A tendência militar, com cores sóbrias e looks náuticos, estará nas peças da Zazou, em lançamento.

Na Place des Mamans, Daniela Nolasco destaca a coleção romântica e delicada, com batas e vestidos. “As peças mais delicadas e românticas do verão são aproveitáveis no inverno”, diz ela. “As regatas podem ser aproveitadas com boleros e pelerines, além das peças tomara-que-caia”, diz ela.

Na Maria Barriga, será possível encontrar, além de batinhas com mangas mais compridas e material mais pesado que as do verão, spencers mais grossos para o inverno e casacos 7/8, adaptados para as gestantes. O veludo também estará presente nas peças desta coleção, em spencers, calças encurtadas e retas e casacos, além dos boleros, extremamente práticos e versáteis para proteger vestidos e blusas mais finas.

Serviço


Zazou
– Rua Professor Atílio Innocenti, 952, Vila Olímpia, São Paulo (SP). Tel: (11) 3846-6511. Oferece serviços de ajuste de roupas para as gestantes e também oferece costura terceirizada para quem quiser adaptar as peças para uso após a gravidez.

Maria Barriga – Rua Aspicuelta, 145, Vila Madalena, São Paulo (SP). Tel: (11) 3814-4228. Oferece serviços de adaptação de roupas para uso após a gravidez e também de vendas delivery, que devem ser agendadas por telefone.

Place des Mamans – Rua Haddock Lobo, 1340, Jardins, São Paulo (SP), 1º andar. Tel: (11) 3083-5355. Reúne as marcas Um a Nove, Mamazita, FÊ Gestante e Empório Baby.

Mammy – Rua João Lourenço, 613, Vila Nova Conceição, São Paulo. Tel.: (11) 3845-2216

Mom´s – Rua Visconde de Pirajá, 351, loja 210, Fórum de Ipanema, Rio de Janeiro. Tel.: (21) 2513-0276


, , Pré-Natal | 21/03/06

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Durante os meses de gestação, as mudanças físicas e emocionais ocorridas no organismo feminino são enormes e causam, na maioria das grávidas, medos, angústias e inseguranças. Isso sem falar na curiosidade sobre as modificações que ocorrem no interior do corpo até o nascimento do bebê. Para que essa fase seja a mais tranqüila e com muita saúde, é fundamental o pré-natal.

Os exames pré-natais foram instituídos no século 20 com o intuito de diminuir as elevadas taxas de mortalidade materna e infantil na época. A medicina preventiva é a palavra-chave para definir estes exames, como explica o Dr. Artur Dzik, que é diretor do serviço de reprodução humana do Hospital Pérola Byington, de São Paulo, e doutor em ginecologia pela FMUSP. O ideal é que o primeiro contato com o obstetra aconteça logo após seja confirmada a gravidez.

“Inicialmente fazemos um check up completo sobre a saúde da mãe. São pedidos vários exames laboratoriais, como tipagem sangüínea, hemograma, glicemia, ferritina, HIV I e II, hepatite B e C, Sífilis, Rubéola, Toxoplasmose e citomegalovirus”, afirma Dr. Artur. Ainda é solicitada a análise da urina, para checar se há alguma infecção que possa causar um aborto espontâneo; e de fezes, para saber se há algum parasita. Por volta da 28ª semana são repetidos os exames de glicemia, hemograma e ferritina.

Além destes exames, as gestantes fazem quatro ultra-sonografias durante os nove meses. A primeira, logo após a descoberta da gravidez, irá definir, em conjunto com a data da última menstruação, em que semana de gestação a mãe se encontra. Já aos três meses de gestação, entre a 11º e 12º semanas, o ideal é que seja feita outra ultra-sonografia, a chamada translucência nucal, um exame que identifica se há sinal de doença cromossômica, como a Síndrome de Down, Síndrome de Turner e outras mais raras.

Entre a 18ª e 20ª semana, o exame é repetido para saber se a morfologia do bebê está se desenvolvendo de maneira adequada. “Nesta época, o especialista já pode checar se a criança tem todos os dedos, rins, estômago e, principalmente, se a coluna está fechada. Caso haja algum problema é possível intervir, o que aumenta as chances do bebê nascer saudável”, diz Dr. Artur. Para terminar, é feita no terceiro trimestre outra ultra-sonografia.

O Ministério da Saúde recomenda que o acompanhamento médico da gestante seja mensal até o nono mês de gestação. Quando a mulher entrar no último mês da gravidez, as visitas ao obstetra devem ser semanais. “Nos casos de gestações múltiplas, a partir da 32ª semana, por volta do oitavo mês, é necessário – devido à grande possibilidade dos bebês nascerem prematuros – o acompanhamento semanal”, alerta Dr. Artur. É claro que, caso a mãe já tenha algum problema prévio – ou desenvolva durante a gravidez – o acompanhamento deve ser mais freqüente.

Outro ponto de fundamental importância e pouco discutido nas visitas ao médico é o laço de confiança que se forma entre médico e gestante. “É que a gestante confie em seu médico para que tudo transcorra da melhor maneira possível”, finaliza Dr. Artur.


Dicas para a consulta:• Não tenha vergonha de perguntar todas as suas dúvidas
• Guarde em uma pasta todos os exames que fizer durante o período de gravidez
• Não deixe de ir às consultas
• Caso não tenha um plano de saúde e não possa pagar consultas particulares, procure um hospital público
• Avise o seu médico imediatamente, caso perceba algo de anormal com você e que não tenha sido mencionado pelo obstetra

Artur Dzik - 11 3259-5061

bjs,
Juliana


Bebê Casual | 20/03/06

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Encontrei o site da loja Bebê Casual, casualmente, numa busca por atacado de fraldas. Foi um pouco antes de eu ter te passado a dica das fraldas da JNF. Eu liguei para a empresa de fraldas, achei o preço ótimo, mas fiquei um pouco decepcionada por eles não terem serviço de entrega. Por isso, fui atrás de outros atacadistas e acabei chegando a Bebê Casual, loja de atacado de roupas de bebê.

Ao chegar à porta da pequena fábrica no Morumbi, achei que estava fechada – o lugar é um pouco estranho aparentemente -, mas não ia perder a viagem e arrisquei. Toquei a campanhia e fui muito bem atendida por uma moça simpática que me explicou que eles vendem para lojistas, porém as sobras de estoque e itens-piloto ficam à venda na loja da fábrica para varejo - um varejo com precinho de atacado!!!

A numeração vai de recém-nascido a 4 anos, além de ter uma linha muito fofa de macacões para prematuros. Perguntei se eles abririam uma exceção para mães de múltiplos, ainda que não lojistas, para uma encomenda de roupas de prematuros. Eles aceitaram a idéia, mas precisam de 20 a 25 dias para a entrega do pedido. Acredito que quanto maior o pedido melhor o preço. Vale a pena checar.

Achei a malha deles de excelente qualidade, adorei os modelos, as cores, o acabamento, enfim, aprovei o produto em todos os meus quesitos de qualidade. São roupinhas confortáveis, macias e bem acabadas, exatamente a opção que toda mãe - de primeira viagem ou não - acaba fazendo para o seu bebê.
Por fim, acabei sabendo que eles também têm o serviço de decoração de quartos, tanto para lojistas quanto para pessoa física. Dei uma olhada no álbum de fotos e gostei do trabalho. São protetores de berço, rolinhos, edredons, trocadores, todos feitos sob encomenda em tecidos de boa qualidade.

Esse serviço é personalizado como nas lojas, os pais podem escolher cores, padrões, acabamentos e quais ítens acham ou não necessários para o quarto, não precisando se restringir ao que já está pronto, como acontece com a linha de roupas para pessoa física.

Bebê Casual
Endereço: Rua Francisco Preto, 272 - Cep 05623-010 - Jardim Colombo
Tel/Fax:(11)3743-0926

bjs,
Ana Vial


Foto-Livro | 17/03/06

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Descobri um serviço bem legal, barato e prático para fazermos o álbum de fotos da maternidade e dos bebês. Tem uma empresa, a Digipix, que oferece um serviço de Foto-Livro , por meio da Internet. A gente pode enviar para eles as fotos digitais e eles montam o álbum bem bonitinho. Ou podemos montá-lo pela Internet, por meio do download de um programa, e eles imprimem. No Brasil, não conheço outra empresa que ofereça este serviço.

Um álbum de capa dura pode sair por 100-150 reais. Mais simples, mais barato. A venda é feita por meio do Submarino, do Americanas.com, e a entrega é em domicílio, em qualquer local do País.

Em tempos digitais, nada como alguém para facilitar o nosso trabalho, ainda mais mães e pais de gêmeos, trigêmeos, quadrigêmeos etc.

Digipix-FotoLivro - www.fotolivro.com.br


Licença-maternidade | 16/03/06

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A Revista Exame traz na sua última edição (número 863 - 15/03/2006) uma reportagem sobre o tema licença-maternidade. A senadora Patrícia Saboya Gomes (PSB-CE) defende a ampliação da licença-maternidade para seis meses em troca de incentivos fiscais, isto é, pelos dois meses extras da funcionária em casa as empresas teriam abatimento em impostos federais. A renúncia, estima-se, pode chegar a 1 bilhão de reais. A proposta ganhou o apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros, e do Ministro da Cultura, Gilberto Gil.

A discussão também já chegou também ao Orkut. A comunidade Licença-Maternidade – 6 meses tem 402 membros e troca de informações sobre o assunto.

Na contramão, a repórter da Exame, Neuza Sanches, ouviu o outro lado, que prefere discutir flexibilidade de horário à proposta da senadora. Executivas da Tetra Pak e da Atento são provas de que é possível conciliar o trabalho com os cuidados do bebê, se a empresa permitir um horário flexível de trabalho.

A discussão é polêmica e, quando chegar ao Congresso Nacional, deve esquentar ainda mais. Em reportagem sobre o tema, a Revista Consultor Jurídico destacou que a medida poderá ocasionar uma discriminação velada à mulher no mercado de trabalho. A advogada Silvia Maria Munari Ponte, do Trevisioli Advogados, considera que, apesar de o projeto de lei ter um objetivo louvável, o momento não é oportuno para sua implantação, “frente a atual crise de desemprego e informalidade que o país atravessa”.

O blog A Família Cresceu acompanhará essa discussão e ouvirá opiniões de especialistas.

Tatiane


Convênio com Hospitais | 15/03/06

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Já pensou nesta situação: você fica grávida e descobre que seu plano de saúde está ainda em fase de carência para partos? Ou pior, aquela maternidade que sempre sonhou em ter o bebê não é coberta pelo seu plano?

Pensando nisto, alguns hospitais particulares oferecem pacotes especiais para futuras mamães nesta situação. Em São Paulo, a Maternidade São Luiz oferece pacotes deste tipo. Além destas condições especiais, as maternidades particulares costumam negociar. É claro que sempre tem-se a opção das maternidades públicas, mas, por que não, tentar uma particular.

Leiam o textinho que a Maternidade São Luiz, de São Paulo, nos enviou:

Para as futuras mamães que não possuem plano de saúde ou convênio, ou ainda, estão no período de carência, e querem dar à luz na Maternidade São Luiz, foi desenvolvido o Plano Maternidade São Luiz.

As gestantes devem procurar a Maternidade no máximo até a 34ª semana de gestação (entre o 6º e o 7º mês). O plano pode ser parcelado em até cinco vezes de R$ 1.300,00. Outras formas de pagamento podem ser discutidas durante a visita à Maternidade, que não precisa ser agendada previamente.

O plano inclui para a mãe:
• Apartamento com direito a acompanhante, com telefone, ar condicionado, TV e frigobar;
• Anestesia, sala de pré-parto, exame do grupo sanguíneo e fator RH, sala de parto em qualquer dia ou horário;
• Curativos, medicamentos e materiais consumidos durante o parto e serviços de enfermagem;

E para o bebê:
• Berçário e curativos diários no berçário (três diárias;)
• Exames de bilirrubina, glicose, grupo sanguíneo ABO e RH, fenotipagem;
• Testes de coombs direto e de hipotireoidismo congênito;
• Honorários médicos em berçário normal durante as três primeiras diárias e uma diária de fototerapia (quando necessário);

Vale consultar todas as maternidades:

São Luiz - 11 3040-1100
Pro Matre - 11 3269-2233
Santa Catarina - 11 3016-4133
Santa Joana - 11 5080-6000

Um beijo,
Roberta


Mini Humanos | 13/03/06

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Acabo de receber um convite-email de uma amiga carioca, Raquel, sobre a programação de eventos de uma grife de bebê muito fofa! Trata-se da Mini Humanos. Não falei ainda com as criadoras, mas, pelo site delas, a proposta da moda é exatamente como o nome do ateliê diz: Voltada para Bebês Fashion que estão ligados às tendências da moda.

Os modelos de macacão, body etc têm estampas inspiradas em temas como Rock, DJs, Cordel etc. Com certeza, os bebezinhos chamarão a atenção dos passantes com roupinhas lindas. O ateliê, que fica no Rio, mas vende em Sampa também, é uma criação de Roberta Vasconcelos, formada em Administração, e Ana Carolina Pinheiro, designers de moda.

No site do Mini Humanos, tem uma programação de bazar no Rio para o mês de março:

Mini Humanos:
Rua São João Batista nº 55, casa 14 - 2º andar
Botafogo - Rio de Janeiro.
Tel: (21) 3239-1768

Endereços em Sampa:
Pala Pala
Alameda Lorena, 2138
Jardins - São Paulo
tel: (11) 3082-6378

Sim Por favor
Rua Bruxelas, nº 200 - Sumaré
(11) 3862-6308
De 2ª a sábado, 12 às 20h

Endereços no Rio de Janeiro:
Contemporâneo
Rua Visconde de Pirajá, 437 - sobreloja
tel (21) 2287-6204
De 2ª a sábado - 10hs às 20hs

Espaço Nirvana
Pça Santos Dummond, 31
Gávea
tel: (21) 2187-0100

MÃENHÊS
Av das Américas 500 bloco 20 loja 123- Shopping Downtown
Barra da Tijuca- RJ
Tel: 21.3153.7531

Espaço OBA
Rua Dias Ferreira, 45/203 - Leblon
Botafogo

Ateliê Real
Rua Real Grandeza, 182 - casa 4B
Botafogo
T: (21) 2537-4924

Pique Pega
Rua Min.Otávio Kelly, 184 lj
Jardim Icaraí - Niterói
tel: (21) 2714-3566
Teresópolis

Hotel Village Le Canton
Estrada Teresópolis-Friburgo km 12
tel:(21) 2741-4200


Cont. – Cordão Umbilical: bancos públicos x bancos privados | 13/03/06

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Há alguns anos, todo o material expelido durante o parto era simplesmente descartado. Placenta, líquido amniótico e o sangue do cordão umbilical eram jogados no lixo.

Hoje, com os avanços da medicina, descobriu-se que o sangue do cordão umbilical contém uma grande quantidade das famosas células-tronco, que podem se transformar em diversos tecidos e órgãos e aliviar o sofrimento de pessoas que aguardam nas filas de transplantes.

Além disso, as células presentes no cordão umbilical são células adultas, mas, como ainda não sofreram ações químicas do tempo, do sol e da poluição, há menos chance de haver rejeição nos pacientes transplantados.

Mas a grande polêmica do momento não é a utilização dessas células, mas o local em que o sangue do cordão deve ser armazenado: em bancos privados, onde só quem pode ter acesso ao material é o usuário ou um parente, ou os públicos, onde a célula- tronco é doada a quem necessitar.

Os bancos privados trabalham com o avanço da medicina e com as possibilidades das células-tronco tornarem-se a salvação para inúmeras doenças. “Quando consideramos o presente, nosso objetivo pode parecer pequeno, mas trabalhamos com a medicina do futuro”, diz a diretora clínica da CordVida, Dra. Cláudia Maggioni.

Segundo a médica, a vantagem do banco privado é a garantia de que, se um parente ou a própria criança precisar de um transplante de medula, por exemplo, não precisa sair em busca de um doador ou entrar na fila de um banco público. A médica ainda ressalta que os transplantes evoluem melhor e há menos risco de rejeição quando as células são doadas por um parente. Ela cita um exemplo de um garoto do Rio Grande do Sul, que tinha leucemia. “Ele tinha 4 irmãos, mas nenhum deles era compatível. Diante dessa situação, foi obrigado a ficar na fila para um transplante. Nesse tempo, a mãe dele engravidou e teve uma menina, compatível com ele. Milagrosamente, um doador de um banco público também apareceu. Nesse caso, os médicos preferiram aceitar o sangue da irmã, pois o risco de rejeição era menor”, conta ela.

Já nos bancos públicos, o argumento é outro: salvar vidas hoje. E é por isso que a polêmica surgiu. De acordo com o diretor do Centro de Transplantes de Medula Óssea, do INCA, Dr. Luis Fernando Bouzas, a doação para os bancos públicos é mais eficiente e beneficia um número muito maior de pessoas. “Sabemos que é difícil encontrar um doador, mas, se os pais que recorrem aos bancos públicos acham que estão fazendo um bem para seus filhos, podem se enganar. Em apenas 25% dos casos, é possível encontrar um doador compatível na família, e a chance de uma pessoa utilizar as suas próprias células é de uma em 20 mil”, ressalta o médico.

Além disso, algumas doenças que podem ser tratadas com as células-tronco apresentam características hereditárias, o que impede o uso do próprio sangue. Se esse material estivesse em um banco público, outra pessoa poderia ser salva.

Outra limitação é que a quantidade de células obtidas de um único cordão pode servir para o tratamento de pacientes com, no máximo, 60 quilos. Por meio dos bancos públicos, é possível combinar cordões geneticamente compatíveis e tratar pacientes de maior peso.

Curiosidades:

- No mundo todo, cerca de 200 mil cordões umbilicais estão armazenados em órgãos públicos;

- O primeiro banco público dos Estados Unidos deve ser criado ainda este ano;

- O INCA já utilizou 15 unidades de sangue de cordão umbilical para transplantes;

- A chance de um brasileiro localizar um doador em território nacional é trinta vezes maior que a chance de encontrar o mesmo doador no exterior, segundo pesquisa realizada pelo Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME). Isso ocorre devido às características genéticas comuns à população brasileira;

- A coleta e o armazenamento de cada unidade custam em torno de R$ 3 mil para o SUS. Já a importação de unidades de sangue de cordão umbilical de centros internacionais, fica em torno de R$ 96 mil.

CordVida – 0800 707 2673

INCA
Bjs, Veri


Cri-oncinhas | 10/03/06

Sempre que há alguém grávida no círculo de convivência a referência às frases feitas são recorrentes: “criança é a alegria de uma casa”, “cada criança é de um jeito”, “bebês não vêm com bula de uso”. No vídeo que hoje me chegou às mãos a retranca deveria conter a advertência de que “ser mãe é padecer no paraíso”.

Como criaturas tão pequeninhas, desdentadas, temperamentais e carecas podem despertar o que há de melhor nas pessoas? E, mais do que isso, fazer com que descubramos virtudes que nunca pensamos em ter, como a paciência.

Aliás, paciência é o que mais deve ter a mãe dessa adorável cri-oncinha do vídeo.

Abraços,
Juliana

Este vídeo foi divulgado no ABC Channel.


, Sangue do cordão umbilical: como e onde armazenar? | 09/03/06

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Dez entre dez mães sofrem com a insegurança de ter um filho com algum problema de saúde. Se isso já não bastasse, o medo de que os pequenos possam ter algum problema no decorrer da vida faz com que um novo tipo de negócio cresça consideravelmente. Estamos falando dos bancos privados que armazenam o sangue do cordão umbilical.

O principal argumento para a utilização do serviço é o avanço da ciência em relação aos estudos das células-tronco, presentes no cordão umbilical e que podem transformar-se em diversas outras células. A mais conhecida é a célula-tronco hematopoética, que no adulto se localiza na medula óssea vermelha e é a responsável pela “fabricação” de todo o sangue do nosso corpo e seus componentes. Nos casos de leucemia, essa é a célula substituída nos transplantes de medula.

Os bancos que armazenam sangue de cordão umbilical não são novos, surgiram na década de 80, na Europa, e o primeiro transplante realizado a partir do sangue de um cordão umbilical foi feito em 1988, na França. No Brasil, o INCA, Instituto Nacional de Câncer, localizado no Rio de Janeiro, foi o primeiro órgão do país a fazer o armazenamento, em 1991. Mas, nos últimos anos, os avanços da ciência e a propagação das pesquisas envolvendo as células-tronco fizeram com que os bancos privados começassem a pipocar pelo País.

De acordo com a diretora clínica da Cordvida, empresa especializada na coleta e armazenamento do sangue do cordão umbilical, Dra. Cláudia Maggioni, existem hoje cerca de 8 bancos privados no Brasil, mas esse número tende a crescer em ritmo acelerado. “O futuro da medicina é a terapia celular, e nós trabalhamos com essa perspectiva. Por isso é que o armazenamento desse material torna-se tão importante”, reforça a especialista.

A empresa tem sede na capital paulista e já conta com 1200 cordões armazenados. Ao contratar o serviço, os pais já ficam cientes de que, no momento do parto (seja ele normal ou cesárea), uma enfermeira treinada estará presente para fazer a coleta e encaminhar o sangue para o laboratório. “Orientamos as mamães a ligar para a enfermeira quando estiverem indo para a maternidade”, acrescenta a doutora Cláudia.

Ao chegar ao laboratório, o sangue é processado, e as células-tronco são separadas de outros componentes, como plasma e líquido amniótico. Em seguida, uma substância que protege as células é adicionada ao material, que é congelado em nitrogênio líquido a 196 graus negativos.

Mesmo com todos esses cuidados, não é sempre que o sangue pode ser armazenado. Se as mães estiverem com menos de 32 semanas de gravidez, ou se apresentarem algum problema no trabalho de parto, a coleta não é indicada. Para as mamães de múltiplos, uma boa notícia: os bancos privados fazem a coleta, mas, se o volume de cada cordão for menor do que 70 mililítro, o mínimo para se obter uma boa quantidade de células-tronco, é preciso uma nova autorização dos pais.

É claro que toda essa tecnologia tem um preço e, para a maioria dos brasileiros, não é acessível: cerca de R$ 4 mil para a coleta, processamento e armazenamento do sangue e 800 reais ao ano de manutenção.

Na contramão dos bancos privados, seguem os bancos públicos de armazenamento, que lutam para conseguir mães dispostas a colaborar com a Brasilcord, uma rede pública de armazenamento e informações, lançada pelo governo federal em 2004.

Uma das instituições que participam da Brasilcord é o INCA, que, em 2001, criou o primeiro Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) do país, com o objetivo de aumentar as chances de localização de doadores para os pacientes que necessitam de transplante de medula óssea.

O INCA trabalha hoje com duas maternidades do Rio de Janeiro (Maternidade Municipal Carmela Dutra e Pró-Matre), que colhem o sangue do cordão e enviam para os laboratórios do Instituito. No banco, já estão armazenadas com cerca de duas mil unidades. Mas, para que o sangue chegue aos bancos públicos, um intenso trabalho de conscientização é realizado com as gestantes desde os primeiros meses de gravidez. “Para aceitarmos a doação, precisamos fazer um trabalho muito intenso com as mães, que passa pela conscientização da importância do sangue para quem está na fila de espera do transplante de medula”, ressalta o diretor do Centro de Tansplantes de Medula Óssea do INCA, Dr. Luis Fernando Bouzas. “Além disso, as grávidas têm que fazer o pré-natal e não podem apresentar nenhum problema durante o parto”, acrescenta o médico.

São coletados entre 120 e 150 ml de sangue, que passam por vários testes, assim como acontece em uma doação de sangue normal. Em seguida, se o número de células-tronco for satisfatório, o material é congelado em tanques de nitrogênio líquido.

Após a doação, os cuidados continuam. Mãe e bebê são acompanhados durante seis meses, para saber se desenvolvem algum tipo de doença. Se isso acontecer, a amostra de sangue é descartada.

A doação é gratuita, mas, diferentemente do que ocorre nos bancos privados, nos públicos há mais restrições para as mulheres que desejam armazenar o sangue do cordão de seus filhos. Só podem fazer parte do projeto mulheres entre 18 e 36 anos, com idade gestacional acima de 35 semanas no momento da coleta, que não apresentem gravidez de risco e que não possuam no histórico médico doenças neoplásicas (câncer) ou hematológicas (anemias hereditárias, por exemplo). Grávidas de múltiplos também sofrem restrições, pelo volume de sangue do cordão de cada bebê ser menor.

Além do INCA, outros três locais participam da Brasilcord: Hemocentro de Ribeirão Preto, UNICAMP e Hospital Albert Einstein, mas, de acordo com o diretor do CEMO, há projetos para expandir a rede para hospitais do Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Pernambuco. No entanto, o INCA planeja ampliar os convênios com maternidades e realizar um treinamento com obstetras e enfermeiros, para que estes possam fazer as coletas e ampliar a capacidade de armazenamento, que hoje é de três mil unidades, para dez mil. Além disto, a meta é conseguir inserir a rede brasileira na Netcord, rede mundial de bancos de sangue de cordão umbilical e placentário.

No próximo post sobre o assunto, falaremos sobre a polêmica entre bancos públicos e privados.

CordVida – 0800 707 2673

INCA , Instituto Nacional do Câncer

Bjs, Veri


Pele: os cuidados que as grávidas devem ter | 08/03/06

Cuidados com a pele

É por meio da pele que as transformações exteriores do corpo de uma gestante podem ser percebidas com mais nitidez. As mudanças não acontecem apenas na barriga, esticada durante os meses de gestação, mas também no rosto, cabelos e seios. No entanto, em muitas futuras mamães, a pele costuma melhorar, como explica a dermatologista Ligia Kogos . “Com o banho de hormônio pelo qual a grávida passa, ela fica com a pele lisa, olhos brilhantes, cabelo abundante e seios mais cheios”, diz a doutora Ligia. “Parece que a natureza fez de propósito para a fêmea manter o macho ao seu lado durante o período da gestação”, completa ela.

Com ou sem atrativos para o macho primitivo, muitas futuras mamães ficam com a pele mais suscetível a cravos e a espinhas – principalmente se elas já os tinham antes da gravidez – e manchas, também conhecidas como melasmas. “Esta alteração da pigmentação ocorre em 60% das grávidas”, diz a médica dermatologista Silvia Marcondes, Diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia em São Paulo e mestre pela Escola Paulista de Medicina.

A médica explica que estas manchas costumam ocorrer geralmente nas bochechas, lábio superior, testa e queixo. Têm cor acastanhada, são irregulares e atingem mais as morenas e as que se tomam sol sem proteção, algo indispensável para as gestantes. “O uso diário de protetores solares é importantíssimo para evitar o aparecimento de manchas”, alerta a doutora Silvia. A pigmentação também pode ser alterada nos mamilos, auréolas mamárias, axilas, pescoço e abdômen. Mas isso não é motivo para pânico, já que as manchas desaparecem gradativamente após o parto.

Estrias – O aumento de volume da barriga, quadris e seios pode trazer também o surgimento de estrias, que ocorrem devido à distensão durante a gestação. As indesejadas linhas rosas e brancas aparecem principalmente durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez. “Por conta disso, a gestante não deve engordar muito, cuidar da alimentação e hidratar bem a pele do corpo”, diz Ligia Kogos, lembrando que estas marcas são indeléveis. “De fato, ainda que não existam fórmulas milagrosas para evitar as estrias, uma boa hidratação da pele pode amenizar este processo”, reforça Silvia Marcondes. A limpeza constante da pele também é recomendada pelas dermatologistas.

Alergias – Durante o período da gravidez, a mãe também deve tomar cuidado especial com as alergias que já tem e também com as que possam surgir eventualmente, como a prurigo gestacione. “São pequenas manchas parecidas com picadas de inseto que não causam grandes problemas, mas incomodam, por provocarem coceiras”, explica Ligia Kogos. “É um problema dermatológico sem outras conseqüências e que desaparece após o parto”, diz ela.

Limitações – Um dos tratamentos dermatológicos evitados durante a gestação são os feitos à base de ácido retinóico, inclusive para aplicações externas. “Mesmo sem conhecer casos de prejuízo pelo uso na epiderme, sabemos que a ingestão de medicamentos com esta substância tem poder teratogênico, capaz de causar malformações no feto”, explica Ligia. “Por isto, também por uma questão de ética, não utilizamos, ainda que ele seja aplicado só na camada externa da pele”, diz a médica.

Cabeleira – Os cabelos são, de acordo com as dermatologistas procuradas pelo blog A Família Cresceu, os grandes beneficiados com a gravidez. “Os cabelos caem menos durante a gestação”, diz a dermatologista Silvia Marcondes. Isso acontece por conta da ação da progesterona, que, além de contribuir com a queda do cabelo, o torna mais volumoso. O aumento de pêlos é outra coisa que pode ocorrer, especialmente com as mulheres de pêlos mais escuros. Porém, em um período de dois a quatro meses após o parto, pode ocorrer uma queda acentuada dos cabelos.

Tinturas – O uso de tinturas, em especial no couro cabeludo, é um ponto controvertido, não recomendado por muitos médicos. “O couro cabeludo é muito vascularizado. Os elementos químicos da tintura, ao caírem na corrente sangüínea da mãe, podem ser tóxicos para o bebê”, diz o ginecologista e obstetra Artur Dzik, diretor do serviço de reprodução humana do hospital Pérola Byington, de São Paulo, e doutor em ginecologia pela FMUSP. O médico indica o uso da henna como um bom substituto para as tinturas, por ser um composto natural, obtido pela trituração de plantas secas.

Porém, a dermatologista Ligia Kogos afirma que as modernas tinturas não prejudicam nem a grávida, nem o feto. “As mulheres que já tingiam os cabelos antes da gravidez podem continuar a fazer isto, pois os produtos atualmente utilizados não são prejudiciais”, diz ela que já participou de congressos de ginecologistas para falar sobre o uso da tintura entre as grávidas.

Vale o mesmo, segundo Ligia, para tratamentos como escova progressiva e relaxamentos. “A grávida pode continuar a fazer o que fazia antes. Ela só não pode tentar, pela primeira vez, tratamentos como estes durante a gravidez”, diz. A dermatologista alerta que não é tempo para experimentações, em especial as que possam provocar efeitos alérgicos. “Isso se aplica também a um prato novo, por exemplo. Se ela nunca comeu um risoto à base de um peixe diferente, por exemplo, é recomendável que espere até o final da gravidez, para não ter nenhum tipo de surpresa”, afirma Ligia Kogos.

Vasinhos – Com a sobrecarga no sistema circulatório da gestante, ela corre o risco de desenvolver vasinhos nas pernas depois do sexto mês. Porém, assim como as outras manchas e alergias, a tendência é de que eles desapareçam após a gravidez.

Múltiplos – Se a lista de cuidados é grande para uma mulher que gera apenas um bebê, ela só aumenta para as grávidas de múltiplos. “Esta gestante precisa ter um cuidado especial quanto à dieta e hidratação da barriga”, diz Ligia Kogos. “Especialmente após o sexto mês ela deve evitar produtos muito calóricos, como chocolates, amendoim, refrigerantes, pães e doces, porque corre o risco de aumentar exageradamente o volume do abdômen – que já é maior que o normal”, explica a dermatologista. “Porém, as mulheres mais bonitas que tenho visto são as grávidas de múltiplos, muitas delas entre minhas clientes”, derrete-se Ligia Kogos. “Elas vêm nos visitar com todos aqueles carrinhos e nos causam inveja, pois estão enxutas, magrinhas”, revela Ligia.

Dicas – De acordo com a dermatologista Silvia Marcondes, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a grávida deve fazer o uso diário de protetor solar, que deve ser reaplicado sempre que a exposição for maior que duas horas. “É recomendável também o uso diário de um bom hidratante em toda a pele e, se necessário, o uso de cremes especiais sempre prescritos pelo dermatologista”, diz Silvia.

A vitamina C em cremes é um outro elemento que pode facilitar a vida das gestantes. “Ela não é gordurosa, aumenta a resistência da pele da grávida aos efeitos solares e hidrata”, diz Ligia Kogos. Outras substâncias como uréia, silicones modernos (que funcionam como barreiras de proteção), avelã e macadâmia, especialmente para a região da barriga, já que estes itens hidratam, tonificam e melhoram a elasticidade da pele. Por fim, as principais características do corpo da mulher durante esta época devem ser exploradas, como recomenda Ligia Kogos. “Ela deve aproveitar os pontos fortes, como o busto, usar grandes decotes, aproveitar a moda de vestidos franzidos que imitem batas e deixar os cabelos soltos, com o volume que eles têm nestes meses”, diz.

Artur Dzik – 11 3663-1015 e 11 3259-5061

Ligia Kogos – 11 3052-3551

Silvia Marcondes – 11 5573-8735


Mais Nutrição | 07/03/06

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Um dia antes do Carnaval, fui à minha nutricionista, doutora Mariângela Daquala, e, além de fazer minha consulta, peguei algumas informações para A Família Cresceu.

A doutora Mariângela me contou que, durante a gravidez, os principais pontos a serem observados são: a Ferritina, o Peso do Bebê, o Peso da Mãe, Hemograma e a Anamnese Alimentar. Controlando estes pontos mensalmente, as chances do filho nascer saudável e da mãe continuar a saúde boa aumentam. Então, é importante sim fazer o exame de hemograma e urina (ver o colesterol) todos os meses da gravidez.

No caso de gemelares, é mais importante ainda. À medida que os bebês crescem eles roubam as reservas da mãe. Imaginem dois ou três bebês. Por isto, a doutora Mariângela indica para suas pacientes suplementos alimentares – cada uma ganha a sua receita que muda de mês a mês. A nutricionista me disse que minha dieta alimentar reporá apenas ¼ de minha necessidade. O suplemento torna-se indispensável mesmo.

Eu, por exemplo, comecei com uma fórmula com ferro, vitamina C, ácido fólico entre outros – uma cápsula depois do almoço e outra depois do jantar. Agora, já mudou para o próximo mês – a fórmula ficou enorme e precisou ser desmembrada – no café da manhã, no almoço, no jantar e antes de dormir. Ganharei mais Cálcio, elemento importante nesta fase para hidratar e nutrir bastante as placentas. Por isto, nesta fase preciso tomar muito suco de frutas, água de coco, leite e iogurte.

Sai da doutora Mariângela com uma meta estabelecida por ela: só engordar 3 quilos por mês no máximo (ou seja, grande parte em bebês, placentas, líquidos).

Outra dica bacana que ganhei foi uma receitinha para melhorar a minha circulação das pernas (os pés já começaram a inchar no fim do dia): misturar álcool de eucalipto ou de cereal com 10 pedrinhas de cânfora chinesa, fazer uma infusão (com cuidado). Após um banho morno que promoverá vaso dilatação, passar a mistura nas pernas esticadas, do pé até a virilha, sempre neste sentido, massageando. Com isto há o retorno venoso. Ou seja, o sangue represado nas pernas volta a circular, vai para o coração onde é bombeado e oxigenado e volta para os bebês. Lembrem-se: na gravidez o volume de sangue no corpo da mulher pode aumentar em até 6 litros!!!

A doutora Mariângela é nutricionista clínica e de esporte e fisiologista do exercício, formada pela USP e Unifesp respectivamente, há 26 anos. Ela dá aulas para nutricionista no Conselho Regional de Nutrição de São Paulo e curso de pós-graduação. O telefone dela é 11 6604-2852.

obs: hoje o Estadão colocou uma notinha na página de saúde (A16) sobre a importância do ácido fólico na gravidez e na vida do bebê. Em estudo feito no Departamento de Saúde da Universidade do Colorado, constatou-se que, 2.800 crianças com malformação na espinha acompanhs por 3 anos, 92% sobreviveram no primeiro ano de vida por causa do ácido fólico. Além disto, previne problemas neurológicos na formação do bebê.


Doulas | 06/03/06

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Você deve estar se perguntando que palavra é essa. Se procurar no dicionário, dificilmente irá encontrar. Ela vem do grego "mulher que serve" e é também o nome dado a uma profissional que pode ser definida como a melhor amiga da gestante. Enquanto lá fora é bem conhecida, aqui no Brasil a doula encontra no boca-a-boca sua melhor divulgação. De mãe em mãe, vai conquistando seu espaço, ampliando sua atuação e estendendo a lista de admiradoras.

A doula assume na sociedade moderna o papel que as mulheres mais experientes – em geral, as mães – tinham no passado. Dão o suporte emocional e físico antes, durante e depois do parto. Com muita conversa e técnicas simples, como massagens, elas levam tranqüilidade para a gestante. “A Ana Cris [doula] foi reconfortante, principalmente por ela ser extremamente informada. Fugiu do “achismo” e me apresentou dados concretos. Criamos uma relação de confiança durante a minha gravidez”, diz a música Roberta Lizandra Marcinkowski.

Esse fator foi determinante para que Roberta, mãe de Júlia, hoje com cinco meses, sentir-se tranqüila na ausência do parceiro. “Quando a minha filha nasceu, meu marido estava no avião, voltando de Miami. Não entrei em pânico quando a minha bolsa rompeu de madrugada e estava sozinha. Liguei para a Ana, que me orientou a monitorar as contrações. Ela foi para a minha casa, passou a noite conversando comigo, acompanhou-me até o hospital e ficou ao meu lado até o final”, conta Roberta, que entrou em trabalho de parto 36 horas depois de a bolsa ter estourado.

A doula de Roberta, Ana Cristina Duarte, resolveu se tornar doula, depois da experiência da maternidade que foi tão boa. Isto é comum. “Eu descobri minha vocação por causa dos meus partos”, conta a ex-bióloga, que já assistiu a mais de 100 partos como doula e hoje é responsável pelo Grupo Apoio à Maternidade Ativa - GAMA. A entidade, criada há três anos, é uma das poucas no Brasil, a oferecer curso de profissionalização, realizado duas vezes por ano. Além disso, Ana também lidera um grupo de discussão na internet e promove semanalmente uma reunião gratuita com gestantes e mamães.

O suporte emocional dado pelas doulas também é direcionado aos futuros papais. “A função da doula é apoiar não só a mulher, mas também a família que está nascendo. A doula não entra no lugar do marido ou companheiro. Contribuímos para o desenvolvimento da sensibilidade e da autoconfiança do pai, bem como para a sua capacidade de dar apoio e de cuidar da sua esposa na hora e depois do parto”, diz a terapeuta Lucía Caldeyro.

Lucía tornou-se doula após sentir na pele o significado de apoio. “Algumas lembranças dos meus partos ficaram gravadas e me motivaram a apoiar outras mulheres. Foram gestos aparentemente pequenos, mas de grande significado para mim”, conta ela. “Um médico que segurou minha mão no parto da minha primeira filha, e uma médica que fez uma massagem e me proporcionou alívio imediato”, exemplifica Lucía, uma das fundadoras da Associação Nacional de Doulas - ANDO. A entidade inspirou-se na experiência norte-americana, onde os hospitais contratam essas profissionais e as exibem com orgulho entre os serviços oferecidos aos clientes.

A procura por doulas no Brasil vêm aumentando, mas ainda é pequena. Pelos cálculos de Lucía, há cerca de 100 doulas em atividade no país. Nos Estados Unidos, são mais de 12 mil. A maioria dos médicos brasileiros já vê a doula como uma aliada. Em alguns hospitais, principalmente os públicos, elas são bem-vindas. Quem também se rendeu a essas profissionais foram a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde. Além de agregarem ao parto tranqüilidade, as doulas significam também menos custos em razão da diminuição das intervenções médicas e do tempo de internação das mães e dos bebês.

Para saber mais sobre as doulas:

- Lista Materna no Yahoo Groups – http://br.groups.com/group/materna_sp
- Encontros semanais – todas às quintas-feiras, às 20h, no GAMA (Rua Bartolomeu Zunega, 44, sala B – Pinheiros)
- Doulas do Brasil - http://www.doulas.com.br

Cursos profissionalizantes de doulas:
- GAMA: http://www.maternidadeativa.com.br/doulas.html
- ANDO - http://www.doulas.org.br/

A Doula no orkut:

- Comunidade Doulas - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=494372
- Comunidade Doulas do Amparo Maternal - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1664396
- Comunidade Doulas - http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=6787189

As doulas do blog A Família Cresceu:

- Lucía Caldeyro - luciacaldeyro@ig.com.br - (19) 3251 8137 / 3295 9897
- Ana Cristina Duarteduarte00@osite.com.br – (11) 3727 1735

Tati


Sexo do Bebê | 03/03/06

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Depois de algum mistério, vou revelar a vocês... Na sexta passada, no fim do dia, fiz um ultra-som para ver os sexos dos bebês. Foi rápido por que o doutor Victor Budunki conseguiu identificar as partezinhas rapidinho. Vamos lá: 2 meninos e 1 menina.

No ultra anterior, ele já tinha chutado esta combinação, mas voltei assim que completei 14 semanas para ter certeza. Não que o sexo seja o mais importante, o principal é a saúde – ouvi de novo os corações. Mas é interessante saber que, do lado direito anterior do meu útero, tem dois garotos e, do lado esquerdo anterior, uma menininha.

Antes que perguntem, ainda não tenho todos os nomes. O único é Antonio, uma homenagem a meu pai e a meu sogro. Tenho alguns meses para pensar, escolher, enjoar dos nomes escolhidos e trocar. É engraçado, a partir do momento que a gente escolhe um nome, parece que ele gruda no bebezinho, mesmo ele estando ainda dentro da barriga.

Como o médico identifica? Ele me explicou: entre as pernas da menina, aparece no ultra-som um tracinho horizontal branco, bem reto para frente, é a vulva; nos meninos, esta parte está perpendicular, fica voltada para cima, é o pênis.

Agora, só verei meus bebês de novo daqui umas quatro semanas quando farei o exame morfológico. É um exame que mede todas as partes do bebê para checar se o desenvolvimento está normal. Com três bebês, devo ficar no médico pelo menos umas duas horas. Contarei para vocês logo após o exame.

Para quem não gosta de saber o sexo, só posso dizer que é muito bom!!!

Um beijo,
Roberta


Quartinho do bebê: acabamentos, pisos e paredes | 02/03/06

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Os assuntos sobre decoração para o quartinho dos pequenos nunca se esgotam. Não é para menos: além de pesquisar preços e saber otimizar o espaço que vai abrigar os bebês, papais e mamães têm que ficar muito atentos ao tipo de material que pretendem escolher para móveis, pisos e cortinas.

A designer de interiores Márcia Pogetti diz que segurança e praticidade são fundamentais: “Os pais devem prestar atenção e procurar aquilo que mais lhes agrada, que seja prático, que realize os seus sonhos, desde que não represente riscos ao seu bebê”.

Para os móveis, a sugestão da designer é evitar os que possuem linhas muito retas, grandes e pesadas. Não usar também móveis que, embora sejam bonitos, contenham portas com altura baixa e acabamento com vidro ou acrílico, por que pode quebrar e machucar o bebê. Além disto, é bom se informar com o decorador se os materiais são atóxicos e com resistência e durabilidade apropriadas para suportar as investidas dos pequenos.

Já para os pisos, Márcia aponta três tipos que são muito utilizados na decoração dos quartos infantis. Porém, cada um deles apresenta vantagens e desvantagens:

Carpete:
Vantagens – conforto; isolante térmico e acústico; e variedade de cores.
Desvantagens – a limpeza é mais difícil e não pode ser freqüente.

Pisos vinílicos:
Vantagens – é maleável, resistente e de fácil manutenção; isolante térmico e acústico; possui uma grande variedade de cores; não é inflamável.
Desvantagem – é sensível à luz solar, podendo descorar.

Madeira:
Vantagens - não deforma; é isolante térmico.
Desvantagens - necessita de tratamento constante; não absorve bem os ruídos; é sensível à umidade; passível de deterioração por fungos, bactérias ou insetos.

Nas paredes, a maior preocupação deve ser com possíveis alergias. Para o acabamento, o ideal é utilizar materiais laváveis (existem tintas deste tipo no mercado, muito utilizadas em locais em que a criançada permanece por mais tempo), sem perfume, texturas nem entalhes, pois o acumulo de pó é menor.
Mas, para quem quer algo diferente, existem outras opções de revestimento de paredes. Quem dá as dicas é Palmira Carvalho Lopes, da Paper Com, loja especializada nesses produtos. A vendedora diz que os revestimentos mais procurados hoje são: papéis de parede, lambris e fibras de vidro.

O papel de parede pode ser produzido a partir de produtos nacionais que têm uma duração média de 2 anos, ou importados que duram até 7 anos. A principal vantagem do produto é a versatilidade, pois as estampas possibilitam diversos tipos de decoração e tornam o ambiente mais aconchegante. Por outro lado, o papel de parede é mais sensível à luz e pode ficar amarelado se exposto diretamente ao sol por muito tempo.

Os lambris, fabricados a partir da um compensado de madeira chamado MDF, têm uma durabilidade grande, são fáceis de limpar e combinam com praticamente todos os tipos de decoração. Mas, de acordo com Palmira, não são indicados para quartos muito pequenos, pois a colocação faz com que o ambiente perca 2 centímetros em cada lado.

Já a fibra de vidro tem um diferencial: já vem com tratamento contra ácaros e mofo, por isso é indicada para ambientes que abrigam pessoas com alergias. O produto é um “tipo de palha fina”, como define a vendedora, que é colado na parede. O acabamento tem que ser feito com tinta, por isso, quem optar pela fibra tem que se preparar para gastar com a pintura das paredes também.

Para completar o visual do quartinho, cortinas são sempre bem-vindas, pois controlam a luminosidade e trazem aconchego ao ambiente. As mais indicadas são as de tecidos de fibras naturais, como o puro algodão e o linho, por que oferecem menor risco do que os sintéticos. Quanto menos franzidos, babados e pregueados, menos pó.

Márcia Pogetti: (11) 5044-7524
Paper Com: (11) 5093-2323


Bjs, Veri


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