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Pré-Natal | 21/03/06

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Durante os meses de gestação, as mudanças físicas e emocionais ocorridas no organismo feminino são enormes e causam, na maioria das grávidas, medos, angústias e inseguranças. Isso sem falar na curiosidade sobre as modificações que ocorrem no interior do corpo até o nascimento do bebê. Para que essa fase seja a mais tranqüila e com muita saúde, é fundamental o pré-natal.

Os exames pré-natais foram instituídos no século 20 com o intuito de diminuir as elevadas taxas de mortalidade materna e infantil na época. A medicina preventiva é a palavra-chave para definir estes exames, como explica o Dr. Artur Dzik, que é diretor do serviço de reprodução humana do Hospital Pérola Byington, de São Paulo, e doutor em ginecologia pela FMUSP. O ideal é que o primeiro contato com o obstetra aconteça logo após seja confirmada a gravidez.

“Inicialmente fazemos um check up completo sobre a saúde da mãe. São pedidos vários exames laboratoriais, como tipagem sangüínea, hemograma, glicemia, ferritina, HIV I e II, hepatite B e C, Sífilis, Rubéola, Toxoplasmose e citomegalovirus”, afirma Dr. Artur. Ainda é solicitada a análise da urina, para checar se há alguma infecção que possa causar um aborto espontâneo; e de fezes, para saber se há algum parasita. Por volta da 28ª semana são repetidos os exames de glicemia, hemograma e ferritina.

Além destes exames, as gestantes fazem quatro ultra-sonografias durante os nove meses. A primeira, logo após a descoberta da gravidez, irá definir, em conjunto com a data da última menstruação, em que semana de gestação a mãe se encontra. Já aos três meses de gestação, entre a 11º e 12º semanas, o ideal é que seja feita outra ultra-sonografia, a chamada translucência nucal, um exame que identifica se há sinal de doença cromossômica, como a Síndrome de Down, Síndrome de Turner e outras mais raras.

Entre a 18ª e 20ª semana, o exame é repetido para saber se a morfologia do bebê está se desenvolvendo de maneira adequada. “Nesta época, o especialista já pode checar se a criança tem todos os dedos, rins, estômago e, principalmente, se a coluna está fechada. Caso haja algum problema é possível intervir, o que aumenta as chances do bebê nascer saudável”, diz Dr. Artur. Para terminar, é feita no terceiro trimestre outra ultra-sonografia.

O Ministério da Saúde recomenda que o acompanhamento médico da gestante seja mensal até o nono mês de gestação. Quando a mulher entrar no último mês da gravidez, as visitas ao obstetra devem ser semanais. “Nos casos de gestações múltiplas, a partir da 32ª semana, por volta do oitavo mês, é necessário – devido à grande possibilidade dos bebês nascerem prematuros – o acompanhamento semanal”, alerta Dr. Artur. É claro que, caso a mãe já tenha algum problema prévio – ou desenvolva durante a gravidez – o acompanhamento deve ser mais freqüente.

Outro ponto de fundamental importância e pouco discutido nas visitas ao médico é o laço de confiança que se forma entre médico e gestante. “É que a gestante confie em seu médico para que tudo transcorra da melhor maneira possível”, finaliza Dr. Artur.


Dicas para a consulta:• Não tenha vergonha de perguntar todas as suas dúvidas
• Guarde em uma pasta todos os exames que fizer durante o período de gravidez
• Não deixe de ir às consultas
• Caso não tenha um plano de saúde e não possa pagar consultas particulares, procure um hospital público
• Avise o seu médico imediatamente, caso perceba algo de anormal com você e que não tenha sido mencionado pelo obstetra

Artur Dzik - 11 3259-5061

bjs,
Juliana



Comentários

Mas dá um trabalho engravidar, não?!

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