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O controle do ciúme | 13/07/06

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Choro, xixi na cama, queda no desempenho escolar. Vale tudo na hora de chamar a atenção da família que acabou de ganhar mais um membro. O ciúme é uma mudança de comportamento normal nas crianças e pode ser contornada com algumas orientações e cuidados.

A jornalista Silvia Celani é mãe das pequenas Marina, de 5 anos e meio, e Fernanda, de 2 anos e meio. Ela relatou como foi o processo de adaptação da família com a chegada da mais nova integrante e o que fez para evitar o ciúme e as brigas. “Começamos a preparar a Marina antes mesmo do nascimento do segundo filho. Ela me ajudava a passar creme na barriga e a fazer carinho no bebê. Procuramos envolvê-la da melhor forma, explicando que ela ia ganhar uma amiguinha para todas as horas. Quando a Fernanda nasceu, usamos uma estratégia já conhecida e recomendada por amigos: compramos um presente que a Marina queria muito - uma boneca Barbie - e dissemos a ela que a irmãzinha é que havia dado”, explica.

Segundo a psicóloga Rachel Zausner Skarbnik, a função dos pais é incorporar e aproximar o bebê da criança mais velha garantindo que não há divisão de amor, mas apenas de atenção em determinados momentos. “Quando a mãe amamentar, o pai pode sair com o filho mais velho para dar uma volta”, fala. É fundamental estabelecer um diálogo com a criança para a compreensão da situação. “Sempre dizia para a Marina que a amava do mesmo jeito e ainda mais que antes da chegada da Fernanda. Deixava uma parte do dia reservado só para ela”, relata Silvia.

Existem alguns truques para evitar a decepção dos pequenos. “Quando as visitas para o bebê traziam alguma lembrança, recomendava que tivesse algo simples para a mais velha também. De qualquer forma, eu sempre tinha um presente, pois assim a Marina não ficava ressentida”, diz Silvia. O maior alerta é sobre as comparações entre os filhos. “Ao invés de comentar as notas na escola, valorize as competências individuais de cada um”, explica Rachel.

A dica de Rachel para os pais é deixar claro que a figura do irmão é como a de um parceiro, o que costuma acontecer alguns anos depois. “De forma geral, a Marina recebeu bem a irmãzinha. Hoje, quem tem mais ciúmes é a Fernanda. Pela característica da faixa etária, a mais nova não sabe ainda dividir e isso inclui o colinho da mamãe”, finaliza Silvia.

Serviço

Dra. Rachel Zausner Skarbnik - Psicóloga
R: Manuel da Nóbrega, 354 Cj. 91 - São Paulo
Tel.: 3171-3028
E-mail: rachel.ser@uol.com.br

Bjs,
Babi

A foto que ilustra este post é de autoria de Nancy Klingensmith






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