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De mãe para filho | 23/03/07

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Dos 371 mil casos confirmados de Aids no Brasil, mais de 118 mil acometem mulheres. Desse total, 13 mil grávidas com o vírus HIV dão à luz anualmente. Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão vertical – que passa de mãe para filho – acontece em 25% dos casos quando a mulher grávida é infectada e não faz nenhum tipo de tratamento pré-natal.

O vírus pode ser transmitido durante a gravidez, parto ou amamentação. Cerca de 50% a 70% dessas transmissões acontecem no período próximo ou durante o próprio parto. “Cerca de 8% das gestantes soropositivas passam a doença para o bebê. A taxa é muito alta, já que em países de Primeiro Mundo esse índice é quase nulo”, explica o Dr. Eduardo Franco, infectologista e gerente médico da Roche.

Prevenção

No início da gravidez, o teste anti-HIV deve ser realizado pelo médico, com o consentimento da gestante, mas, muitas vezes, nem chega a ser feito. “O preconceito e a falta de informação também rondam as futuras mamães. Muitas ainda não sabem que a AIDS já deixou de ser uma doença de grupos de risco e pode afetar qualquer pessoa”, diz Eduardo.


O Ministério Público oferece o Serviço de Assistência Especializado (SAE), onde a gestante diagnosticada com o HIV fará seu acompanhamento clínico como soropositiva. “O tratamento correto com o uso da combinação de três medicamentos faz com que os riscos de contágio para o recém-nascido sejam reduzidos para menos de 3%”, fala o médico infectologista. Os medicamentos devem ser oferecidos a todas as gestantes portadoras do vírus, mesmo que não tenham nenhum sintoma, pois diminuem a quantidade do HIV no sangue da mãe, reduzindo a chance de transmissão ao bebê.

Como a doença pode ficar anos sem manifestação, as pessoas acreditam que nunca serão infectadas. O exame é essencial. “No caso da transmissão vertical, o grande vilão é a falta de acompanhamento e terapia adequada. Por isso, é essencial que o diagnóstico seja precoce e que a paciente siga corretamente a terapia, que deve ser iniciada durante a gestação”, finaliza Eduardo.

O Ministério da Saúde oferece gratuitamente os testes para detectar o vírus e os medicamentos necessários ao tratamento com antiretrovirais (ARVs).

Serviço
Dr. Eduardo Franco
Infectologista e Mestre em Virologia pelo Imperial College of London, na Inglaterra. Gerente médico da Roche, onde é responsável pela linha de medicamentos para tratar a infecção pelo HIV, como o Viracept (nelfinavir) e o Fuzeon (enfuvirtida).
www.roche.com.br

Ministério da Saúde – http://www.aids.com.br
Beijos,
Babi


Comentários

dnvw cftue gzjsth meprxns nkelgdo nxmtoug cfjya

quantos dias demora uma pessoa para comecar a infectar a outra




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