A fase do aprendizado | 31/05/07
Diversas pesquisas vêm sendo feitas sobre a capacidade que crianças com menos de três anos de idade têm para aprender idiomas estrangeiros. Dentre elas, está um estudo feito por Angela Friederici, lingüista e diretora do Departamento de Neuropsicologia do Instituto Max Planck de Neurociências Cognitivas em Leipzig.
Angela afirma que os bebês dividem em duas categorias tudo aquilo que os pais e parentes lhes falam: na primeira entra aquilo que eles rotineiramente escutam, na segunda vai o resto. O estudo indica que cada língua tem uma melodia particular, ou seja, uma soa diferente da outra, e é isso que as diferenciam. Cientificamente falando, esse processo é chamado de prosódia.
Os bebês despertam suas atenções apenas ao desconhecido e às coisas novas que lhes são ensinadas. Mas nem tudo o que é dito para eles é absorvido. Somente aquilo que é repetido por várias vezes fica guardado na memória. O resto é esquecido logo no primeiro ano de vida.
Reforçando essa idéia, o pediatra Dr. Luiz Carlos da Silva Coelho, afirma que o desenvolvimento do aprendizado da criança depende muito da presença e dedicação materna. “Eu atendo crianças com menos de um ano de idade que, graças ao incentivo e amor dado pelas mães, já conseguem pedir um brinquedinho amarelo ou vermelho chamando-o pela cor”, exemplifica Luiz Carlos.
Em pesquisa feita na Universidade da Colúmbia Britânica, publicada na revista especializada norte-americana “Science”, crianças a partir dos quatro meses de idade, são capazes de diferenciar os idiomas apenas estudando os movimentos faciais do seu “interlocutor”.
Os cientistas utilizavam gravações de vídeos e de sons para estimular sinais nos bebês. Eles notaram que essa capacidade central é essencial para o aprendizado de outras línguas.
O Berçário Lês Enfants d’Emilie, do Colégio Emilie de Villeneuve, criou o projeto “Conhecendo o Mundo Através dos Sentidos”, que se propõe a realizar o mesmo tipo de estimulação da pesquisa feita pela Universidade da Colúmbia Britânica. No Berçário, os pequenos passam o dia mergulhados em cantigas e desenhos animados em inglês (americano e britânico), francês, espanhol, italiano, japonês, mandarim e alemão, além do português.
A coordenadora do projeto, Viviani Zumpano, diz que as crianças não estão aprendendo uma língua diferente, mas pegando afinidade para um aprendizado futuro. “Quanto mais o cérebro for estimulado, melhor será o desenvolvimento da aprendizagem”, explica Viviani.
Serviço:
Berçário Les Enfants D'Emilie
Av. Mascote, 509 – Vila Mascote, SP
(11) 5566-0756
Dr. Luiz Carlos da Silva Coelho
Pediatra em Araçatuba, SP
(18) 3623-8221
Departamento de Neuropsicologia do Instituto Max Planck de Neurociências Cognitivas em Leipzig
abraço,
Rafa
A foto deste post é de autoria de Tom-Tom.
Comentários
Nossa, não sabia de metade dessas informações. O tema é muito interessante e mostra como nossos bebês podem se desenvolver rapidamente.
Enviado por: Mariana | June 4, 2007 06:05 PM